Só 15% dos homens fica com os filhos doentes em casa

Apenas 15% dos pais pedem apoio para assistência aos filhos. Portugal é o quarto país da União Europeia mais desigual quanto às lides de casa.

A notícia publicada pelo Jornal de Notícias esta terça-feira, Dia Internacional da Família, dá conta dos dados da Segurança Social relativos ao subsídio de assistência à família que pais e mães têm direito mas que na sua grande maioria (75%) são gozados pelas mulheres.

Invariavelmente, falta a mãe ao trabalho para ficar em casa a cuidar do menor,” avança o JN e acrescenta: “No ano passado, apenas 15% dos pais requereram, junto da Segurança Social (SS), o subsídio para assistência a filho a que têm direito. Os restantes 92 371 requerimentos foram apresentados por mães.”

Maria João Valente Rosa, socióloga do ICS da Universidade de Lisboa, afirma em declarações ao JN que “O mercado de trabalho penaliza-as por serem mães. Mesmo assim há uma maior tolerância para serem as mulheres as cuidadoras.” E aponta o dedo para o conservadorismo do ambiente laboral onde um homem que quer cuidar da sua família ainda corre o risco de ser discriminado profissionalmente.

O que é o subsídio para assistência a filho?

O Subsídio para Assistência à Família pode ser requerido por pai ou mãe para ficar em casa com um filho que esteja doente ou tenha tido um acidente. Para progenitores de crianças com menos de 12 anos esse subsídio pode estender-se até 30 dias, por cada ano civil. Para famílias com menores acima dos 12 anos, esse subsídio pode ser pedido apenas para 15 dias de assistência. O valor do subsídio é de 65% do valor normalmente pago pela entidade empregadora.

O Subsídio para Assistência a Filho só é atribuído quando os dois pais da criança são empregados por conta de outrem e os profissionais que têm seguro social voluntário, ficando de fora os pais com recibos verdes, por exemplo.