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Solidão pode ser tão prejudicial ao coração como o tabaco

A solidão incrementa o risco de doença cardíaca em um terço e deve ser tratada de forma tão séria como a dependência do tabaco ou os problemas de obesidade. Um ‘racio’ que aumenta exponencialmente quando à solidão estão associados comportamentos pouco saudáveis ou mesmo inatividade. Mais: pode provocar doenças ao criar efeitos diretos no sistema imunitário ou na pressão arterial, ou ainda na depressão.

A Universidade de York analisou 23 estudos, que envolveram 180 mil pessoas, e compilou-os. Os resultados foram agora publicados na revista médica ‘Heart’.

“Quem tem laços sociais mais frágeis tem 29% de risco de desenvolver doenças coronárias do que as que têm relações sociais fortes”, afirma Nicole Valtorta, da Universidade de York

A investigação indica que metade das pessoas estudadas regista maior probabilidade de morrer cedo ou de vir a beber e fumar. Neste caso, de acordo com a autora, Nicole Valtorta, que fez convergir todos aqueles estudos, há uma questão que subsiste: “O que esta análise não explica é se as pessoas registam maior risco de desenvolver a doença ou, estando doente, tem dificuldade em recuperar por estar doente”.

Para a investigadora, “quando é agregado o efeito estimado dos estudos, é possível descobrir que quem tem laços sociais mais frágeis tem 29% de risco de desenvolver doenças coronárias do que as que têm relações sociais fortes”. Já as pessoas que estão isoladas – as que geralmente estão distantes efetivamente, mesmo não se sentindo sós – “têm 32% de risco de virem a sofrer de um enfarte”.

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cb