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Sónia Laygue é a nova presidente da Raríssimas

Sónia Margarida Laygue é a nova presidente da associação Raríssimas. A presidente eleita esta quarta-feira, 3 de janeiro, em assembleia-geral extraordinária, é mãe de uma menina de três anos, utente na Casa dos Marcos, que apoia crianças com doenças raras.

Confessando que não tem experiência a liderar associações, assumiu que vai ser “uma luta” mas defendeu a importância de a instituição continuar a existir como “balão de oxigénio” para crianças com doenças raras e suas famílias.

“Não vai ser simples, vai demorar tempo e vai ser uma luta, mas estamos cá para ela”, afirmou aos jornalistas Sónia Margarida Laygue, que quer as contas da instituição auditadas e reunir-se com o Governo para a tutela contribuir para solucionar os problemas da Raríssimas.

Quanto à presidente demitida, Paula Brito da Costa, e aos ex-membros da direção em investigação por suspeitas de irregularidades na gestão, defende que não devem voltar, pelo menos até haver conclusões.

“Enquanto houverem processos na justiça, as pessoas implicadas devem ser afastadas”, declarou, considerando que “não seria moral e eticamente aceitável” que voltassem a cargos na instituição.

Sónia Margarida Laygue, cuja filha é diariamente assistida na associação, afirmou conhecer bem a resposta dada a pessoas “que de outra forma não teriam qualquer tipo de apoio e assistência para terem meios de se superarem todos os dias”, por isso afirmou não tira “de forma alguma o mérito a quem criou” a Raríssimas, salientando que “é essencial e determinante para as famílias que continue”.

A recém-eleita presidente, que tomará posse na próxima sexta-feira, 10 de janeiro, com os outros membros da lista que liderou para preencher os lugares deixados vagos pela demissão dos ex-membros, garantiu ter “toda a motivação para continuar este projeto”.

Uma dos primeiros medidas como dirigente será saber se as contas da instituição foram auditadas para compreender o “estado da nação” que vai assumir com a sua equipa. Considera ainda importante “falar com o Governo diretamente” para que a tutela colabore na resolução dos problemas.

A lista liderada por Sónia Margarida Laygue foi hoje aprovada pela maioria dos sócios que compareceram na assembleia geral extraordinária da Raríssimas, menos de cinco por cento dos 566 associados ativos. Preenche cinco lugares efetivos na direção, onde permanecem quatro membros da anterior. Foram ainda eleitos três novos membros para o Conselho Fiscal da instituição.

Já Paula Brito da Costa, fundadora da Raríssimas, recorde-se, deixou a presidência após uma reportagem da TVI em que se levantavam suspeitas sobre a sua gestão e foi, posteriormente, constituída arguida no âmbito da operação desenvolvida pela Polícia Judiciária e Ministério Público, que está a ser conduzida pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa.

A investigação da TVI mostrou documentos que colocam em causa a gestão da instituição de solidariedade social, nomeadamente de Paula Brito da Costa, que alegadamente terá usado o dinheiro para diversos gastos pessoais.

Delas com Lusa

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