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Submarinos: saiba quem é a primeira mulher admitida no curso

A Marinha portuguesa vai contar pela primeira vez com uma mulher a frequentar o curso de submarinista, em janeiro, após um período de provas de seleção que cumpriu com aproveitamento, disse à Lusa fonte do ramo.

Noémi Freire é casada e tem um filho de três anos. Em março passado, a militar disse aos jornalistas que o mais difícil seria estar bastante tempo sem poder comunicar com a família mas afirmou contar com o apoio do marido, também militar, para poder dar este passo na sua carreira. Agora, a praça será auxiliar de navegação e poderá desempenhar funções na operação de radares, sistemas de guerra eletrónica e sistemas de deteção submarina.

Recorde-se que Noémi tinha decidido em março concorrer ao curso que ia começar em outubro, altura em que a Marinha decidiu abrir aquela formação a mulheres, pondo fim a uma exclusão quase centenária. Segundo disse à Lusa o porta-voz da Marinha, comandante Coelho Dias, concorreram 20 militares, dos quais três eram mulheres e duas ficaram aptas, tendo sido uma admitida ao curso, cujos critérios de seleção passam pela conjugação entre “as necessidades concretas e a antiguidade dos militares” a concurso.

“É um marco importante que nos orgulha. Mulheres na Marinha não é novidade, mas nos submarinos é a primeira vez e foi bem acolhida, com naturalidade”, disse o porta-voz do ramo, comandante Coelho Dias. Com a especialidade de Operações, a praça Noémie Freire poderá desempenhar funções na operação de radares, sistemas de guerra eletrónica e sistemas de deteção submarina.

Em março passado, Noémie Freire foi, com outras militares, convidada pela Marinha a visitar o submarino Arpão, numa iniciativa do ramo para “atrair” candidatas ao primeiro curso aberto aos dois sexos.

seis anos que a Marinha portuguesa já dispõe de submarinos com condições logísticas e de habitabilidade que permitem responder aos requisitos de privacidade seja para homens ou mulheres, mas apenas este ano o ramo decidiu incentivar as militares a concorrer à especialidade. A taxa de participação das mulheres nas Forças Armadas portuguesas é de cerca de 11%.

Noémi Freire integrou a esquadrilha na segunda-feira, 18 de dezembro, e irá iniciar o curso, com a duração de nove meses, a 5 de janeiro, com uma aula inaugural lecionada pelo comandante, capitão de mar-e-guerra Silva Gouveia. Em média, cerca de 15 a 20% dos formandos desistem do curso de submarinista.

CB com Lusa

Imagem de destaque: Shutterstock