Theresa May vai defender os Direitos Humanos na China?

A organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) quer que a primeira-ministra britânica, Theresa May, defenda os Direitos Humanos junto dos dirigentes chineses, durante a sua visita ao país, que realiza esta semana.

O diretor da HRW no Reino Unido, David Mepham, em artigo de opinião distribuído à imprensa, recordou que May, durante um discurso recente sobre política externa, afirmou que o Reino Unido é definido pelos “valores fundamentais de Equidade, Justiça e Direitos Humanos”, prometendo usar “a influência [britânica] no mundo para o bem”.

É exatamente isto que a HRW quer que May faça em Pequim, apesar de relativizar as afirmações desta com o seu incerto futuro político e as dúvidas crescentes sobre a influência britânica num cenário de saída da União Europeia. O dirigente da HRW exprimiu a sua preocupação com a situação dos Direitos Humanos na China, salientando que desde que Xi Jinping assumiu a presidência, em 2013, houve uma “deterioração alarmante”.

Para exemplificar, Mepham mencionou a “detenção arbitrária de centenas de defensores, advogados e ativistas dos Direitos Humanos, muitos dos quais foram torturados”.

Ataques à liberdade de expressão, restrição da liberdade religiosa, um sistema de vigilância nacional, retirada de DNA de populações inteiras em regiões das minorias étnicas e criação de plataformas de informação pessoal para a polícia, repressão agravada de uigures e tibetanos e interferência política em Hong Kong, foram alguns dos outros casos que apontou para fundamentar o seu argumento.

Se May o fizer, não será a primeira líder mundial feminina a fazê-lo. Hillary Clinton tem dedicado parte dos seus discursos à mesma questão, ao longo da vida. Fê-lo enquanto primeira Dama, fê-lo enquanto Secretária de Estado da Administração Obama e fê-lo no último novembro, perante uma plateia de líderes chineses.

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