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Mulheres ganham 200 vezes menos que homens, revela Ticha Penicheiro

A antiga e a mais mediática basquetebolista portuguesa, Tinha Penicheiro, revelou como foi a chegada aos Estados Unidos da América, como alcançou o topo em matéria desportiva e como está o país hoje.

Numa entrevista ao Diário de Notícias – que pode ler na íntegra aqui – a desportista, de 42 anos, contou que a disparidade salarial entre homens e mulheres a que se assiste neste deporto coletivo, em território norte-americano, é colossal.

[Fotografia: Facebook]

“Sim, sim, [a disparidade salarial] está a anos-luz. Um salário anual médio da WNBA (Associação de Basquetebol Americana Feminina) são 50 mil dólares [42 500 euros], enquanto que na NBA são dez milhões. Não há comparação possível”, declarou a ex-atleta.

Ora, contas feitas, tal coloca as mulheres a ganharem 200 vezes menos que os seus colegas masculinos, ao ano.

Ticha Penicheiro considera que se tivesse cumprido o seu percurso profissional na NBA e não na WNBA, já não precisava de trabalhar. “Se tivesse a carreira que tive na NBA e não na WNBA, posso garantir-lhe que já não trabalhava, estava a viajar pelo mundo inteiro. Trabalho porque é uma necessidade. Como jogadora de basquetebol, ganhei o dinheiro normal, se calhar mais do que uma pessoa comum em Portugal, mas não tem nada a ver com o que se ganha na NBA. Nem comparo os valores para não me chatear”, explicou.

Na galeria acima, recorde alguns dos momentos da atleta em competição, nos Estados Unidos da América.

[Fotografia: Facebook]

Na mesma entrevista em que fala da nova vida após o fim da carreira (em 2012), a ex-atleta e atual agente de desportistas conta que Donald Trump, para lá de “já não ter o perfil de presidente”, não tem “perfil de ser humano”. Ticha Penicheiro revela ainda que “gostaria de criar uma escola de basquetebol”.

Imagem de destaque: dn.pt

CB