Três elementos-chave para encontrar o amor depois dos 50 anos

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[Fotografia: Pexels/Mikhail Nilov]

A idade só é uma limitação para quem quiser viver com essa construção. Nada impede que o amor e a intimidade cheguem em qualquer momento da vida, não serão, talvez, imutáveis e impermeáveis à passagem do tempo. O que se procura aos 40 ou aos 50 será bem diferente de um amor pueril. Ou, sendo juvenil, carrega sempre novas componentes.

É isso mesmo que crê o psicólogo Jeffrey Bernstein, que elenca os três elementos-chave comuns que tem detetado, ao longo de três décadas de experiência, nos amores que nascem e crescem já depois dos 50 anos de idade.

Considera o especialista, também com trabalho na área da parentalidade e aconselhamento familiar, que há um trio de aspetos patentes nessas relações e que as fazem florescer de uma outra forma.

Autoconhecimento: A experiência acumulada de 50 anos de vida será bem diferente da que se dispunha uma ou duas décadas antes. Saber o que se é, o que se deseja, o que se ambiciona e as prioridades é decisivo para construir uma relação com base na franqueza e, com ela, poder ser clara e ser entendida com clareza.

Autenticidade: Partilhar as virtudes, mas também as fraquezas, as vulnerabilidades contribuiu para a construção de um relacionamento mais sólido, revestido de maior sinceridade e com maior respeito mútuo, considera o especialista

Paciência: O medo de ficar sozinha é uma das maiores ameaças ao bem-estar. Mais do que ter um relacionamento, importa que se sinta bem nele e seja respeitada. Por isso, Jeffrey Bernstein, lembra que, “embora a busca pelo amor depois dos 50 possa parecer uma corrida contra o tempo, estar num relacionamentos por desespero muitas vezes pode levar à decepção”. O psicólogo recomenda que “se confie no momento certo” e que, mais do que a busca, o foco esteja no processo de construir relações sólidas que podem, ou não, evoluir para algo mais.