Amamentar pode evitar 20 mil mortes por cancro da mama

Não é segredo que o leite materno tem vários benefícios para a saúde do bebé e da mãe, mas um estudo da UNICEF, publicado esta quinta-feira, 10 de maio, vem reforçar a importância da amamentação.

O estudo, designado de ‘Amamentação, o Presente de uma Mãe para Cada Criança’, revela que se estima que “aumentar as taxas de aleitamento materno ajudaria a prevenir mais 20 mil mortes de mães por cancro da mama”.

A investigação lembra que amamentar ajuda também a proteger a mulher das hemorragias e das depressões pós-parto, do cancro nos ovários – além do cancro da mama –, problemas cardíacos e diabetes do tipo 2.

Em relação às crianças, a UNICEF sublinha que amamentar os bebés, “desde a primeira hora” e exclusivamente com leite materno, “até aos seis meses e continuar até aos dois anos, e depois, associando-lhe outros alimentos complementares e seguros, é uma das práticas mais poderosas para garantir a sobrevivência e o bem-estar das crianças”.

Por essas razões, a investigação conclui que “melhorar as taxas de amamentação em todo o mundo poderia salvar a vida de mais de 820 mil crianças com menos de cinco anos, todos os anos, a maioria (87%) com idades abaixo dos seis meses”.

Contrariando outros indicadores de desenvolvimento socioeconómico, é nos países com rendimentos mais altos que as taxas de aleitamento materno são menores. Nessas zonas do globo, um em cada cinco bebés nunca foi amamentado. Já nos países mais pobres, ou em desenvolvimento, a quase totalidade dos bebés tem acesso ao leite materno.

 

AT

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