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Vítima de racismo, Leslie Jones deixa o Twitter

Após vários ataques contra a atriz no mundo digital, principalmente desde a estreia do novo ‘Caça-Fantasmas’, do qual faz parte, Leslie Jones anunciou na sua conta oficial do Twitter que abandonou a rede social: “Deixo o Twitter hoje, em lágrimas e muito magoada. Tudo isto por causa de um filme.”

Leslie Jones, conhecida por fazer parte do elenco de ‘Saturday Night Live’, foi comparada a gorilas – inclusive a Harambe, o animal que foi abatido depois de uma criança com quatro anos cair para dentro da sua jaula, nos Estados Unidos. Entre os vários ataques e outras atitudes racistas por parte dos cibernautas, foi criada uma conta falsa com o nome da atriz, utilizada para criticar e odiar homossexuais e judeus.

“Podem odiar o filme, mas o que eu passei hoje… está errado”, acrescenta.

Ainda assim, várias foram também as mensagens de apoio. Pau Feig, que levou ‘Caça-Fantasmas’ ao grande ecrã passados trinta anos da estreia do filme original, defendeu a comediante e publicou na sua conta de Twitter que Leslie Jone é uma das melhores pessoas que já conheceu. O cineasta norte-americano acrescenta ainda que “qualquer ataque contra ela são ataques contra todos nós”. À lista de apoiantes da comediante juntam-se figuras como Katie Dippold, Jada Pinkett Smith, Brie Larson, entre outros, com a hashtag #AmorParaLeslieJ.

Este não é o primeiro ataque do qual Leslie Jones é alvo, uma vez que não foi fácil encontrar um estilista que lhe fizesse um vestido para a antestreia do filme de Paul Feig, realizada, nos EUA, no passado dia 15 de julho. Somente Christian Siriano se chegou à frente para tirar medidas à atriz e fazer uma peça à sua altura. O estilista norte-americano confessou que “trabalhar com pessoas brilhantes que não são o protótipo de uma modelo não devia ser uma exceção”.

O Twitter já veio a público frisar que “não permite este tipo de comportamento abusivo” e que irá tomar ações sobre as contas da rede social que foram reportadas pela atriz e por outros.

Por: Nuno Cardoso // Fotografia: Reuters