Michelle Obama já angariou mais de 3,1 mil milhões para a educação feminina

Michelle Obama lançou a iniciativa Let Girls Learn em 2015

Let Girls Learn é a maior e mais mediática iniciativa de Michelle Obama. Foi lançada em 2015 com o objetivo de promover o acesso à educação a meninas e adolescentes e, agora, acaba de confirmar o seu sucesso: em apenas um ano e meio, já angariou mais de 3,1 mil milhões de euros.

Foi na Assembleia-Geral das Nações Unidas, onde falou no início desta semana, que a primeira-dama norte-americana deu a boa nova. Nada disto seria possível, diz ela, sem as “quase 80 empresas e organizações que fornecem dinheiro, recursos e perícia”, sem países como “o Japão, a Coreia do Sul e o Reino Unido, que já investiram quase 600 milhões de dólares [536,8 milhões de euros]”, sem os próprios EUA, que “estão a investir mais de 500 mil milhões de dólares [447 mil milhões de euros]”, ou o Banco Mundial, que nos próximos cinco anos irá investir cerca de 180 mil milhões de euros.

A grande inspiração por detrás deste projeto é a jovem ativista Malala Yousafzai, que foi baleada na cabeça em 2012 por talibãs, apenas por querer exercer o seu direito de ir à escola. “Foi aí que este problema se tornou pessoal para mim”, explicou Michelle. “Os terroristas que quase a mataram estavam a tentar silenciá-la. Estavam a tentar arrasar com as ambições dela e retirar-lhe poder. E foi por isso que eu decidi trabalhar na educação feminina global. Porque há raparigas como a Malala em todos os cantos do globo – raparigas que são tão inteligentes, trabalhadoras e ambiciosas, algumas das quais estão dispostas a arriscar a vida para ter educação”.

A mulher do presidente dos EUA, Barack Obama, nasceu no seio da classe trabalhadora e, hoje, agradece a todos aqueles que a ajudaram a prosseguir os estudos e a formar-se em advocacia. “Posso dizer-vos que a educação foi tudo para mim. Abriu-me portas. Deu-me confiança para perseguir os meus sonhos e fazer com que a minha voz fosse ouvida. Para mim, educação é poder”.

E, entre centenas de aplausos, concluiu o seu discurso com um apelo: “Mais de 62 milhões de raparigas em todo o mundo estão a contar connosco para lhes dar voz. E eu planeio continuar a falar em nome delas não apenas durante o tempo que me resta como primeira-dama, mas para o resto da minha vida. Espero que todos vocês se juntem a mim”.

 

 

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