Por que razão ninguém resiste a este livro?

Quase todos os meus amigos já tinham lido. O feed do Facebook ficou inundado de fotos da capa de A Rapariga no Comboio acompanhadas de frases como: “Durou-me três dias” e “não me lembro de devorar um livro assim”. Os que não leram planeavam fazê-lo. Curiosa para saber o que tinha A Rapariga no Comboio de tão especial, e com as expectativas elevadas, entrei também na história.

A obra começa por descrever o dia-a-dia de Rachel Watson, uma mulher que perdeu o emprego por causa do vício do álcool. Dependência essa que se agravou depois de se ter separado do marido por não conseguir engravidar. Apesar de não ter trabalho, a mulher apanha todos os dias o comboio, no mesmo sítio e à mesma hora. O objetivo é não deixar que a amiga, com quem partilha a casa, desconfie que não tem fonte de sustento e fique preocupada com o pagamento das próximas rendas.

Da janela do comboio, durante as viagens, Rachel observa várias casas. Uma delas, perto da que partilhava com o ex-marido, Tom Watson. É habitada por um casal a quem Rachel atribui nomes e vidas imaginárias. Aos seus olhos, descontraídos e felizes no terraço, têm uma vida perfeita, igual à que ela perdeu recentemente numa das casas da vizinhança que o ex-marido agora partilha com a mulher com quem a traiu, Anna, e uma filha, Evie.

O conto de fadas que a rapariga do comboio cria para o casal chega ao fim quando Rachel assiste a um momento perturbador que acaba por envolvê-la em toda a tragédia que se segue.

“Está desesperado. Inundada pelo terror e pela adrenalina, preparo-me para o pior. Abro a boca para gritar, mas é demasiado tarde, ele arrasta-me para dentro de casa e fecha a porta com estrondo atrás de mim”, foi com esta frase da personagem Rachel que me colei ao livro, ainda a meio, e só consegui parar quando terminei, algumas horas e duas centenas de páginas depois.

O vício do alcoolismo, a pressão da maternidade e a infidelidade são os temas principais deste verdadeiro fenómeno literário. Foi o livro mais vendido de 2015 e, este mês, chegou à marca de 100 mil exemplares editados só em Portugal. Mais não conto, para não correr o risco de tirar o encanto deste fabuloso thriller a quem ainda não teve oportunidade de ler.

Se não gostar de ler livros (faz mal!), a partir de quinta-feira vai poder conhecer a história de A Rapariga no Comboio, escrita pela ex-jornalista Paula Hawkins, em qualquer sala de cinema nacional.

Ficha técnica do livro:

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A Rapariga no Comboio, Paula Hawkins. TopSeller, 17,69 euros

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