Dar a volta e arranjar emprego depois dos 50

Ter mais de 50 anos e procurar de emprego pode ser desanimador. Recomeçar uma profissão depois de ter passado por uma situação de desemprego, seja voluntária ou involuntária, parece impossível. O empreendedorismo parece ser a melhor solução para contrariar ideias feitas sobre as mulheres desta faixa etária, contrariar estatísticas e combater as desigualdades.

É que assim que uma mulher começa a ver as ofertas de emprego percebe que a idade é restritiva. Os anúncios fazem-nos sentir velhinhas incapazes quando sabemos que somos absolutamente válidas e temos as qualidades necessárias para desempenhar bem as funções descritas. As estatísticas confirmam estas sensações.

Em Portugal, mulheres e homens a partir dos 50 anos são mais afetados pelo desemprego do que a restante população. Mas dentro deste grupo, há assimetrias e as mulheres têm ainda mais dificuldades em recuperar uma atividade profissional. Este fenómeno é muito acentuado pela crise, que começa 2008. É o que se pode constatar da leitura do estudo ‘Mulheres e homens com idades superiores a 50 anos no mercado de trabalho: observações sobre Portugal e Brasil’, de Sara Falcão Casaca et alli, e é também possível verificar nesse estudo que as mulheres estão cada vez menos envolvidas e em menor quantidade relativamente aos homens no mercado de trabalho à medida que a idade avança.

Em 2012, as mulheres com idades entre os 50 e os 59 anos que estavam a trabalhar eram 59,3% enquanto a percentagem subia para os 69,8% no caso dos homens. As duas percentagens diminuem quando as idades analisadas aumentam, assim como as diferenças entre taxa de emprego de mulheres e homens.

Destes dados, já que não são públicas as estatísticas segmentadas por idade e género, é possível aferir que a vida profissionalmente ativa acaba mais cedo para as mulheres do que para os homens e que conseguir um emprego depois de ter perdido o trabalho a partir dos 50 anos é mais difícil e progressivamente pior à medida que a idade avança.

A realidade não é muito distinta nos países ditos mais evoluídos. Um estudo recente do Federal Reserve Bank of St. Louis, nos Estados Unidos da América, mostra que naquele país as mulheres com mais de 50 anos são muito poucas na força de trabalho, comparando com outros grupos etários. No mesmo estudo lê-se que enquanto até 2006 no que toca ao desemprego de longa duração, as mulheres com mais de 50 anos perfaziam um quarto dos afetados, em 2013 metade dos desempregados há mais de dois anos eram mulheres com mais de 50 anos.


Saiba como resistir aos nervos numa entrevista de emprego


 

O empreendedorismo é apontado muitas vezes como a solução. Mas há quem não possa, não queira, ou não saiba, arriscar num negócio em nome próprio. Nesse caso, é importante ter em consideração certos aspetos que tornam a sua procura de emprego mais eficaz. São eles:

  1. Faça um perfil no Linkedin e no curriculum limite a experiência aos últimos 15 anos.
  2. Ou coloque apenas os empregos impressionantes sem datas, mas com períodos de tempo.
  3. No curriculum coloque a formação que tem mas não coloque as datas dos cursos.
  4. Inclua o impacto que a sua passagem pelas empresas teve nos resultados (aumento das vendas, melhoria dos tempos de produção, etc)
  5. Inclua referências e contactos de antigos empregadores.
  6. Use as redes sociais para fazer networking e reativar contactos.

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