O que acontece quando deixamos de comer pão?

O que acontece quando deixamos de comer pão?

É frequente ouvirmos alguém recusar-se a comer pão porque está de dieta. A questão que se coloca é saber qual o melhor pão, a quantidade que se deve comer e a melhor altura do dia para o fazer. Isto porque existem pães com diferentes misturas de farinhas, diferentes índices glicémicos, diferentes teores em fibra alimentar, com e sem glúten, com mais e menos sal, mais ou menos processados.

“Como se sabe hoje em dia o tão mal afamado pão, desde que escolhido de forma criteriosa, já não é um alimento banido nas dietas de emagrecimento. Notícia maravilhosa para nós portugueses que temos este hábito tão enraizado e que infelizmente, muitas vezes, ultrapassa as medidas ou é consumido a horas inapropriadas”, explica ao Delas.pt a nutricionista Lillian Barros. O mais problemático, prossegue, é aquilo que o acompanha: os queijos gordos, os enchidos, as charcutarias, as manteigas, os doces carregados de açúcar e, por fim, a duplicação ou triplicação de quantidades.

E se excluirmos o pão?
É possível retirar o pão da dieta alimentar, tudo depende da relação que a pessoa tem com este alimento. No entanto, este processo pode ser mais ou menos pacífico, se for substituído por outro alimento do mesmo grupo, os cereais.

“Assim sendo, se a troca for feita por flocos de aveia ou outro tipo de cereais integrais não açucarados, conseguimos ter uma substituição relativamente equilibrada”, explica Lillian Barros. “Contudo devemos ter em atenção que muitos dos cereais de pequeno almoço, que estamos habituados a encontrar nos supermercados, são processados, apresentam adição de açúcar e o seu teor em fibra pode não ser o mais apropriado.”

A nutricionista explica que “nem sempre a troca é mais inteligente”. Isto porque tentando ser mais extremista, a pessoa pode “acabar por perder o controlo à pior altura do dia: a noite”.

Quando comer pão
“Como nutricionista e pela minha experiência profissional, prefiro dar pão ao pequeno almoço diariamente ou antes do exercício físico, do que saber que alguém que adora pão se vê obrigado a prescindir dele e inevitavelmente vai perder a motivação ao fim de pouco tempo e comer o bendito pão à noite, antes de ir para a cama”, conta Lillian Barros.

De facto é possível comer pão sem peso na consciência nem na balança. Mas, para isso, é preciso saber escolher, evitando o pão de farinhas refinadas, como as tradicionais carcaças. “O pão escuro, com ou sem sementes, é sempre uma boa opção como é o caso do pão de centeio, malte ou alfarroba, por exemplo”, indica a nutricionista.

“No caso das intolerâncias ao glúten (doentes celíacos e intolerância não celíaca ao glúten) deverão optar por farinhas alternativas como o caso dos pães com base de milho, arroz ou outras. Existem já algumas opções válidas no mercado de pães sem glúten para estes casos”, prossegue Lillian Barros.

Outro aspeto importante a ter em conta na escolha do pão, além do tipo de farinhas, é que o pão de longa duração, mesmo integral, é uma solução industrializada com diversos aditivos e conservantes alimentares. “Para além de não saciarem da mesma forma, são alimentos pouco autênticos e por isso desaconselho em consulta.”

O pão mais aconselhado
“O mais natural é sempre o mais aconselhado. Para quem tem tempo e prazer, preparar o pão em casa pode ser uma alegre descoberta e uma atividade divertida para fazer num fim de semana em família”, diz a nutricionista Lillian Barros. “Nunca se esqueça que aquilo que coloca no pão deve ser sempre uma opção equilibrada e é muitas vezes aqui que se esconde o verdadeiro pecado nutricional”, adverte.

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