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Winona Ryder: “Estou tão farta de ver pessoas a envergonhar mulheres por serem sensíveis”

Winona Ryder lutou durante anos contra uma depressão

Foi na década de 1990 que Winona Ryder, então no pico da sua carreira cinematográfica, admitiu sofrer de depressão. Agora, quase 20 anos depois, a protagonista da nova série da Netflix ‘Stranger Things’ junta-se a um já vasto leque de celebridades que denunciam o preconceito contra pessoas com doenças mentais.

“Estou tão farta de ver pessoas a envergonhar mulheres por estas serem sensíveis ou vulneráveis. É algo muito bizarro para mim”, confessou, em entrevista à ‘New York Magazine’.

“Há uma perceção sobre mim, de que sou super sensível e frágil. E sou super super sensível, mas não acho que seja uma coisa má. Para fazer aquilo que eu faço, tenho que me manter aberta”, sublinhou.

A atriz de 44 anos, que esteve afastada dos ecrãs durante quase uma década, reconhece que pode ter perdido várias oportunidades de trabalho por ter admitido sofrer de depressão e ansiedade quando ainda era tão jovem, mas agora sabe que tomou a melhor decisão.

“Não me arrependo de ter revelado aquilo por que passei. Pode parecer cliché, mas já tive mulheres a vir ter comigo e a dizer ‘Significou muito para mim’. E realmente tem um enorme impacto em nós, quando nos apercebemos de que alguém passou por um mau bocado e sentia vergonha e estava a tentar esconder tudo isso”, frisou Ryder.

Coincidência ou não, foi nessa altura que lhe foi sugerido um papel no filme ‘Vida Interrompida’, que decorre no interior de uma instituição para mulheres com problemas mentais. “Eu estava tão dedicada a essa história. Eu pensava que aquilo acontecia a quase todas as raparigas”, recorda.

A atriz na série 'Stranger Things' |Netflix

A atriz na série ‘Stranger Things’ | Netflix

Em ‘Stranger Things’, a atriz dá agora vida a Joyce, uma mãe solteira que procura desesperadamente o seu filho desaparecido. “Há uma fala na série em que alguém diz sobre a minha personagem ‘Ela teve problemas de ansiedade no passado’. Muitas pessoas interpretam isso como se ela fosse maluca. Mas esperem lá, ela está em sofrimento. Tem dois filhos [um deles desaparece misteriosamente], um pai parasita e ainda se farta de trabalhar. Não é caso para estar ansiosa?'”, defendeu Ryder.

Para além de Ryder, figuras como Demi Lovato, Lena Dunham, Drew Barrymore, Cara Delevingne, Ellen DeGeneres, Leonardo DiCaprio, J.K. Rowling ou Brad Pitt também já falaram publicamente sobre períodos mais negros das suas vidas, durante os quais se debateram com algum tipo de depressão.

 

 

 

 

Carolina Morais