CGTP nas ruas para reivindicar igualdade entre mulheres e homens

A discriminação salarial, o assédio e a precariedade laboral são algumas das temáticas que vão servir de mote às ações da CGTP durante a semana de luta pela igualdade de géneros entre 5 e 9 de março. Tratando-se da semana em que se assinala o Dia Internacional da Mulher (8 março), a CGTP vai levar a cabo um conjunto de ações, por todo o país, com intuito de “chamar a atenção para alguns problemas que ainda subsistem e colocam em causa a igualdade laboral e familiar das mulheres“, segundo o secretário-geral, Arménio Carlos.

“O nosso objetivo passa por reafirmar os direitos das mulheres, que deve ser durante todos os dias dos anos. Expor problemas que ainda se continuam a verificar e que impedem uma verdadeira igualdade de direitos”, sublinhou o sindicalista em declarações à Lusa.

A discriminação salarial, a precariedade laboral, as doenças profissionais, o assédio, a maternidade e paternidade e a conciliação do trabalho com a vida familiar e pessoal são as seis questões que serão abordadas nos diversos plenários e iniciativas de rua previstas durante esta semana.

Desfile de carros de bebés e greves de educadores entre as formas de protesto

Uma das incitativas previstas será um desfile de carrinhos de bebés, em Faro, que se realizará no dia 8 de março, pelas 16:30. A realização de uma greve de 24 horas dos Educadores de Infância, no dia 5 de março, em Lisboa, é outra das iniciativas inscritas nesta semana de luta. Até à tarde desta terça-feira, 27 de fevereiro, segundo adiantou a GGTP estavam confirmadas mil e dez iniciativas em locais de trabalho e 17 ações de rua.

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“De ano para ano temos tido um maior envolvimento porque existe uma maior sensibilidade para estas questões, sublinhou à Lusa a sindicalista Fátima Messias, coordenadora da Comissão de Igualdade Mulheres e Homens na CGTP. A sindicalista ressalvou que problemas como a precariedade laboral ou a dificuldade de conciliação do trabalho com a vida familiar e pessoal “são transversais a ambos os sexos”, mas que “são as mulheres as mais penalizadas”.

“Por exemplo, 41% das dos menores de 35 anos têm vínculos precários e a maioria são mulheres. A precariedade promove a insegurança e põem em causa a articulação com a vida pessoal e familiar“, alertou.

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