Mais Unidades de Saúde Familiar beneficiariam mais de meio milhão de mulheres

A cobertura total da rede de cuidados primários com Unidades de Saúde Familiar (USF) possibilitaria a mais de meio milhão de mulheres beneficiar de consultas de planeamento familiar. As contas são da Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (USF -AN) e revelam um conjunto de números que faria a diferença na saúde das mulheres.

Se o país estivesse todo coberto por USF, mais 300 mil mulheres teriam feito rastreio do cancro da mama e exames de citologia cervico-vaginal e mais 510 mil mulheres teriam tido uma consulta de planeamento familiar, exemplifica associação. A organização reagiu esta segunda-feira, 25 de junho, às conclusões do Relatório de Primavera 2018 e ao facto de o governo manter a quota de abertura de 20 USF por ano.

Mas os números da USF-AN não se ficam pela prevenção. Em termos de acompanhamento da mulher, o alargamento a todo o país daquele tipo de estruturas teria permitido, diz o organismo, que mais de 1.900 grávidas tivessem tido a sua consulta de vigilância no primeiro trimestre da gestação e mais 4.596 recém-nascidos consulta de vigilância, antes do 28º dia.

Por outro lado, o Relatório de Primavera 2018, publicado há uma semana, mostra que a despesa com recursos humanos na saúde, em Portugal, está abaixo da média dos países desenvolvidos.

“Estamos na ordem dos 32%-34% enquanto os outros países estão na ordem dos 38%”, disse à agência Lusa, Tiago Correia, coordenador do capítulo “Recursos Humanos na Saúde” do Relatório, que elaborado pelo Observatório Português dos Sistemas de Saúde.

AT com Lusa

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