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A mais mortífera sniper soviética

A sniper Lyudmila Pavlichenko, com fama de certeira, combateu só dois anos até ser ferida por um tiro de morteiro e a União Soviética optar por usá-la a partir daí como instrutora militar. Mas nos cercos de Odessa e de Sevastopol, em 1941 e 1942, matou 309 “fascistas”, como a própria relembrou a uma multidão de americanos durante a Segunda Guerra Mundial.

Nascida em Bila Tserka, na Ucrânia, Lyudmila tinha 25 anos quando os nazis invadiram a União Soviética. Trabalhava num arsenal e estudava história. No exército deram-lhe a possibilidade de ser enfermeira, mas ela preferiu ser sniper, usando o treino como atiradora desportiva num clube de Kiev.

A sua bravura valeu-lhe ser Heroína da União Soviética e receber por duas vezes a Ordem de Lenine. Enviada por Estaline aos Estados Unidos durante a guerra para incentivar a cooperação entre os Aliados, foi recebida em festa e o presidente Franklin Roosevelt fez questão de a conhecer.

Depois da derrota da Alemanha nazi em 1945, Lyudmila tornou-se historiadora. Morreu em Moscovo em 1974, com 58 anos.

Leonídio Paulo Ferreira