A presidente solteira sul-coreana que já foi primeira-dama

South Korean President Park Geun-hye releases a statement of apology to the public during a news conference at the Presidential Blue House in Seoul, South Korea, October 25, 2016. Baek Seung-ryeol/Yonhap via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY. SOUTH KOREA OUT. FOR EDITORIAL USE ONLY. NO RESALES. NO ARCHIVE.

Park Geun-hye é presidente da Coreia do Sul desde 2013, a primeira mulher a ocupar o cargo. Mas esta engenheira eletrónica de 64 anos que nunca casou tinha sido já primeira-dama entre agosto de 1974 e outubro de 1979. A explicação? A sua mãe foi assassinada, num atentado em que o alvo era o marido, e este teve de chamar a filha que fazia uma pós-graduação em França para assumir as funções protocolares. Cinco anos depois, era o próprio presidente Park Chung-hee a ser morto, com a filha a afastar-se então dos holofotes, para regressar décadas depois como peso pesado da política sul-coreana.

A vida da senhora Park confunde-se com a da Coreia do Sul, país nascido da divisão da Península Coreana no fim da Segunda Guerra Mundial. Nasceu em Daegu em 1952, quando o Norte comunista combatia o Sul pró-americano. A partir de 1961, o seu pai assumiu a liderança sul-coreana, lançando as bases do êxito económico. Depois da morte do general Park, em 1979, foi iniciado um processo de democratização que uma década depois já tinha mudado tanto o rosto do país que Seul, a capital, foi escolhida para sede dos Jogos Olímpicos de 1988. Passada mais uma década, a filha do antigo ditador foi eleita deputada, o início da carreira política que a conduziu a presidente e que foi marcada, em 2006, por uma violenta agressão, sendo esfaqueada no rosto durante uma campanha eleitoral.

Batizada em criança, hoje assume-se como ateia, mesmo que influenciada pelo budismo e pelo catolicismo. Numa vinda a Portugal antes de ser presidente fez questão de visitar o Santuário de Fátima. Reivindica o sucesso económico do pai, mas em tempos lamentou o desrespeito pelos direitos humanos nessa época. Tem sido implacável a lidar com Kim Jong-un, o líder norte-coreano, neto e filho dos anteriores ditadores comunistas, que ameaça o Sul com armas nucleares.

Considerada pela revista ‘Forbes’ a 12.ª mulher mais poderosa do mundo, Park Geun-Hye preside à 11.ª potência económica do planeta. A Constituição sul-coreana não permite que concorra a um segundo mandato.

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