A solidão, a tristeza pós-parto e o desabafo brutalmente sincero de Carolina Deslandes

Confessa a sua hesitação em falar de “fragilidades” em vez de “felicidades”, mas avançou por achar ser importante “falar de assuntos reais, que acontecem a pessoas reais, sendo eles bonitos ou não”. Num texto intitulado ‘Solidão, o elefante na sala’, Carolina Deslandes reflete sobre sentimentos pelos quais muitas mães passam, embora tenham receio de falar deles. “Sinto que não há qualquer tipo de espaço nem de liberdade para uma mulher grávida expressar tristeza. Parece que fica mal”, desabafa.

A cantora salienta que não passou por uma depressão, mas que a mudança de vida por que uma mulher passa quando engravida e tem um filho não significa alegria e felicidade em todos os momentos. Porque também existem os de “tristeza”, que “muitas vezes” parecem “tomar conta de tudo” e que são inexplicáveis.

“Quando o Santiago [em junho do ano passado] nasceu (…) não havia espaço para expressar qualquer tipo de medo, qualquer tipo de aflição ou de preocupação. Tinha de ser tudo inteiramente feliz e radioso, ainda que eu tivesse aflita! Mais uma vez repito, não é que eu não estivesse feliz e a rebentar pelas costuras de alegria, mas havia momentos em que me sentia triste. Não infeliz, triste, aflita, assustada.”

Os amigos que não ligam “com a mesma frequência para fazer programas”, o sentimento de exclusão, a mudança de casa por que passou, o “cansaço extremo e o não distinguir a noite do dia”, o andar “pelos cantos a cair de sono”, o demorar “a decifrar o choro” do filho contribuíram para esses momentos de insegurança. “Passei muito tempo sozinha, tempo em que eu dava por mim a pensar ‘mas o que é que eu fazia antes?’. Porque parecia que estava a reaprender tudo, parecia que de repente tinha entrado oficialmente na idade adulta em que é cada um por si”, escreve Carolina, de 25 anos.

Grávida pela segunda vez, sabe agora que “é normal. “Nunca tinha tido um bebé”. “Sentia como se só eu é que soubesse aquilo que se estava a passar, e sentia que não o conseguia explicar. Muitas vezes por vergonha. Sentia-me culpada de ter episódios destes numa fase tão feliz”, admite.

A normalidade foi-se instalando e Carolina Deslandes foi-se habituando a novas rotinas. Às mães que estão a passar pelo mesmo processo, deixa o conselho: “É NORMAL. Demoramos algum tempo a decifrar os sinais e a conhecer os nossos filhos. NÃO ÉS MÁ MÃE, está só a APRENDER”.

E alerta para esta “fase de mudanças muito grandes, mudanças no corpo, mudanças na vida e mudanças HORMONAIS”. “Não é vergonha nenhuma sentirmo-nos sozinhas ou tristes, não é vergonha nenhuma assumir que estamos a ter dificuldades. Por favor, falem com alguém, e se alguém vier falar convosco mostrem-se disponíveis, podem fazer toda a diferença”, terminou.

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