Percentagem de mulheres na Web Summit de Lisboa foi o dobro da de 2015

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“Estou muito contente em anunciar que 42% dos participantes da Web Summit deste ano eram mulheres, mais do dobro do ano passado”, disse Paddy Cosgrave, sublinhando que este foi o maior número de sempre entre as conferências tecnológicas de topo.

Na edição passada em Dublin, quando as mulheres representaram menos de 20% dos participantes, a equipa da Web Summit decidiu que queria fazer algo para aumentar esse rácio, lançando a iniciativa “Women in Tech” que trouxe 5.000 mulheres com bilhetes a preço especial, tudo para “ultrapassar a enorme divisão entre géneros na tecnologia”.

Agora, Cosgrave admite que este último rácio ainda não é o suficiente, mas considera “um passo significativo para a Web Summit”. Para a edição de 2017, pensa já aumentar para 43% ou 44% essa participação, destacando as participantes que venham de África.


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Web Summit em sete minutos


Os números tecnológicos da cimeira
Cosgrave dedicou uma palavra à Cisco, a quem cabe “o desafio louco” de operar nos bastidores, e debitou números e números exemplificativos:

“Foram registados mais de 67 mil dispositivos únicos e o total do tráfego de ‘downloads’ [transferência de informação] gerado foi de 20 terabytes, o equivalente a 30 anos de uso frequente da Internet ‘online’ para uma pessoa”.

E só através da ‘app’ [aplicação] que permite “encontrar as pessoas certas” foram enviadas mais de 1,835 milhões de mensagens. No Facebook, as visualizações únicas sobre o evento ultrapassaram os cinco milhões, das quais as relativas ao Centre Stage (palco principal da Meo Arena) atingiram mais de 3,5 milhões de visualizações.

E não se poupou a elogios à rede ‘wifi’ (da responsabilidade da PT Portugal) no recinto, “a funcionar sempre numa escala incrível”, e de falar na quantidade das pessoas “que estiveram sempre em ‘streaming’ (tempo real)”.

Palavras mais do que uma vez repetidas ao longo do evento, depois do incidente na cerimónia de abertura desta edição, quando o telemóvel de Cosgrave teve “um problema técnico” em palco quando tentava fazer uma demonstração em ‘streaming’, que em nada teve a ver com a rede da PT Portugal, como esclareceu a organização da Web Summit.

Crescer em Lisboa
A primeira edição da Web Summit em Portugal chega hoje ao fim, recebeu mais de 53 mil pessoas, entre empreendedores, ‘startups’ (empresas em início de atividade) e investidores de topo e colocou Lisboa no mapa dos amantes da tecnologia.

Para o ano, já está prometido o aumento do perímetro ao pavilhão 4 da FIL, onde este ano estavam montados os balcões de registo, e do número de participantes, que poderá chegar às 80 mil pessoas, como já tinha dito à Lusa Paddy Cosgrave e que entretanto reforçou.

“Não vamos competir com o Papa, em termos de dimensão e escala de eventos, mas há espaço para crescer na [chamada] Expo até às 80 mil pessoas”, reiterou.

Para trás ficam agora 2.000 horas de encontros entre investidores e ‘startups’ que, segundo Paddy Cosgrave, prometem dar frutos “nos próximos meses ou semanas”, várias referências do evento e de empresas portuguesas na imprensa internacional, mais de 3.000 entrevistas facilitadas com os media e 968 “Mentor Hours” (Horas de Mentoria) de encontros entre mentores e ‘startups’.

Impacto na cidade
Na cidade o impacto foi direto. No metro, entre as filas de centenas de pessoas que tentavam aceder às carruagens era fácil identificar os participantes da Web Summit e os eventos da Night Summit e Pub Crawls encheram com milhares de ‘geeks’ as zonas do Bairro Alto, Cais do Sodré e Parque das Nações.

No total, um retorno financeiro que rondará os 200 milhões de euros de impacto económico da Web Summit em Lisboa, entre hotéis, táxis, restaurantes. Mas Cosgrave alerta: “O impacto poderá ser analisado dentro de cinco a 10 anos do ponto de vista de como ajuda as empresas portuguesas”.

“Portugal é conhecido por fantásticas ‘startups’, Farfetch, Codacy, Uniplaces e Talkdesk. Agora é conhecido pelo tempo e pelo café. 60 cêntimos por café!”, disse. Foram também consumidos 97 mil pastéis de nata, no evento.

Também o dia histórico das eleições norte-americanas que deram a vitória ao republicano Donald Trump vai ficar ligado a esta edição do evento. “E quando lhes perguntarem – ‘onde estavas tu quando Donald Trump foi eleito?’ – vão dizer: ‘Estávamos na Web Summit'”, disse em entrevista à Lusa Paddy Cosgrave.

À semelhança do que acontece nos ‘pitch’ (apresentação de uma empresa que deve durar no máximo cinco minutos), Cosgrave fez desta forma o balanço do evento: “Três palavras: Eu adoro Lisboa”.

Imagem de destaque: Sarah Friar (Fotografia de Pedro Rocha/Global Imagens)

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