Presença de personagens LGBTQ em séries de TV atinge recorde

O estudo anual “Where we are on TV“, divulgado pela organização não-governamental Gay & Lesbian Alliance Against Defamation (GLAAD), aponta para um aumento de personagens lésbicas, gays, bissexuais, transgénero e queer (LGBTQ) nos elencos regulares das séries previstas para a atual temporada 2016/2017.

O relatório revela que, das 895 personagens que integram produtos de ficção televisivos em horário nobre nos EUA, e em sinal aberto, 43 identificam-se como LGBTQ: um número recorde nos últimos 12 anos. O estudo assinala também um aumento de personagens LGBTQ nos canais por cabo, passando de 84 para 92 em 2016/2017.

No que toca às plataformas de streaming, como a Amazon, Netflix e Hulu, cada vez mais populares e premiadas no universo da ficção televisiva, o estudo regista um crescimento tanto nas personagens LGBTQ regulares como nas recorrentes. Nesta temporada, serão esperadas, ao todo, 65 papeis LGBTQ. Mais seis do que no ano anterior.

O estudo da GLAAD também se debruçou sobre a diversidade racial representada no cabo e nos serviços de streaming, destacando uma “esmagadora maioria” de personagens LGBTQ de raça caucasiana (72% e 71% respetivamente). Apesar da diversidade racial ter aumentado 36% face ao ano de 2015, a GLAAD apela à necessidade de “incluir personagens LGBTQ racialmente mais diversos”.

Ainda assim, sobre a representatividade racial e étnica, a GLAAD apurou que 20% (180) das personagens regulares presentes nas séries em prime time serão de raça negra, a maior percentagem que a organização já registou. Contudo, o estudo destaca que as mulheres de raça negra estão “sub-representadas”, com apenas 69 casos (38%).

Sarah Kate Ellis, presidente e CEO da GLAAD, numa nota introdutória, adverte para a proliferação de personagens femininas queer mortas nos últimos meses: 25 ao todo. “Grande parte destas mortes não serviu para outro propósito senão para centrar o arco narrativo nas personagens heterossexuais”, explica. “A decisão de matar estas personagens veicula uma mensagem tóxica sobre o valor das histórias femininas queer”, acrescenta. Para Ellis, as personagens LGBTQ que integram as séries em televisão “devem ser tratadas da mesma forma que as personagens heterossexuais”. “Quando o final mais frequente para uma personagem queer do sexo feminino é uma morte violenta, os produtores devem questionar o motivo da morte da personagem e o que eles estão realmente a comunicar com o público”, avisa.

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