A noite em que a América mudou

Eleições

Trump 2 – Hillary 1. Esta é a primeira projeção de resultados das eleições americanas para a Casa Branca. À 00h00 de Lisboa, 7 da tarde nos Estados Unidos da América, os Estados (pequenos) do Indiana, Kentucky e Vermont estão divididos. Os primeiros dois votam massivamente no candidato republicano, a candidata democrata ganha no terceiro. As estações de televisão CNN e a CBS apontam ambas para as mesmas percentagens de votos obtidas através de sondagens à boca das urnas.

West Virgina vota também em Donald Trump. A confirmarem-se estes resultados a ex-Secretária de Estado fica em clara desvantagem em número de mandatos eleitorais, já que os Estados que escolheram Trump têm mais mandatos a delegar (por serem mais povoados) do que o Estados pró-Clinton, ou seja, 24 votos do colégio eleitoral vão para o republicano e 3 para a democrata.

À 1h00 há mais 17 Estados Americanos da Costa Leste a fechar urnas. A essa hora saem novas projeções, baseadas em sondagens à boca das urnas. A democrata vence as projeções na Florida, no Ohio, no Massachussets, em Rhode Island, de acordo com a CNN mas segundo a CBS é Trump quem vence em alguns deste Estados. Na Virginia, um estado tradicionalmente democrata, os resultados das sondagens são tão próximos que se torna difícil apontar um vencedor provável. Florida, Georgia, Carolina do Norte, Carolina do Sul, New Hampshire também já fecharam as urnas. À 1h10 o site Politico avança com os números: 44 mandatos para Clinton e 31 para Trump; a CNN aponta 68 para Clinton e 48 para Trump; a CBS aponta 68 mandatos para Clinton e 57 para Trump. À mesma hora esta estação de televisão mostra também os valores totais percentuais: aqui o republicano vai à frente com 50% dos votos contra 46%. A noite vai ser muito longa.

Hillary Clinton ganhará também em Delaware, Illinois, Maryland, Nova Jersey, Rhode Island e no Distrito de Columbia, diz a CNN, enquanto Donald Trump ganha no Oklahoma, no Mississippi e Tennesse.

À 1h30, o New York Times, com projeções diferentes, baseadas nos votos contados e nos históricos das eleições anteriores, aponta Hillary Clinton como a provável vencedora, prevendo que a democrata conquistará 318 do colégio eleitoral de 538 mandatos, mas pouco depois os lugares do colégio eleitoral para os democratas começam a descer. Para ser presidente o candidato vencedor tem que conseguir 270 lugares.
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Às 2h00 fecham as urnas em mais 14 Estados e neles se disputam mais 156 mandatos. Trump passa para a frente com 123 lugares no colégio eleitoral, ao vencer no Kansas, Dakota do Norte, Dakota do Sul, Wyoming e no Nebraska, Hillary Clinton ganha em Nova Iorque. À medida que a noite avança a probabilidade dos democratas chegarem à Casa Branca parece cada vez mais reduzida.

Às 2h30, no jornal New York Times, o ponteiro que aponta as chances de conquistar a presidência pende pela primeira vez para Trump, dando-lhe 53% de hipóteses de vir a ser o Presidente dos EUA. A CNN regista que “Trump e o diretor de campanha são só sorrisos”. Com dois terços dos Estados, Trump parece ganhar terreno – 129 lugares no colégio eleitoral para o republicano, 97 para Hillary, de acordo com a CNN.

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(Reuteurs)

Às 6h30, hora portuguesa, a vitória de Trump parecia ser cada vez mais uma certeza. O candidato republicano já conta com 244 grandes eleitores dos 270 necessários para ganhar a Presidência dos Estados Unidos, contra os 215 da rival democrata Hillary Clinton.

Os resultados eleitorais ainda não estão fechados nos estados, mas a agência Associated Press avançava que, entre os que faltavam apurar, na Pensilvânia, um dos estados decisivos nesta fase da eleição, Trump também ganhou.

Nas eleições presidenciais, o voto dos norte-americanos vai para um Colégio Eleitoral, que é constituído por 538 “grandes eleitores” representativos dos 50 estados norte-americanos (e da capital federal Washington que conta com três “grandes eleitores”). O vencedor das presidenciais norte-americanas tem de conseguir, no mínimo, 270 dos 538 “grandes eleitores” (uma maioria simples).

Apesar de tudo indicar que será Donald Trump o novo Presidente dos Estados Unidos da América, o porta-voz da campanha de Hillary Clinton lembra que ainda “há votos a chegar e cada voto deve contar”.

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