‘The Voice Portugal’: o que mudou na vida dos vencedores?

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Entre a paixão pela música e a vontade de singrar no mercado, há outra coisa que une Deolinda Kinzimba, Rui Drumond e Denis Filipe: a vitória no ‘The Voice Portugal’, em 2015, 2014 e 2012, respetivamente e o impacto que isso gerou nas suas vidas. Denis “realizou um sonho já esquecido”, com o álbum ‘Twist & Bend’, em 2013. Drumond, que ganhou o formato exibido pela RTP1 no ano seguinte, e Deolinda, vencedora em 2015, lançaram agora o seu primeiro single original.

A importância do formato emitido pela RTP1, e cuja quarta edição chegou este domingo à fase das galas em direto, é clara para todos. Rui Drumond é perentório ao explicar que “a vida muda”, mas apenas numa vertente: “O programa teve impacto a nível profissional, permite chegar mais rapidamente a um ponto de viragem. O meu novo single Guardo-te Aqui, representa aquilo que vou fazer para o resto da minha vida – ser cantor, compositor e produtor”, revela o cantor, que editou há dois anos um disco de estreia, parte do prémio do concurso, um contrato com a editora Universal. Mas frisa: “Como pessoa, sempre continuei o mesmo, na minha maneira de ser e estar”.

Já Deolinda Kinzimba, que prepara o primeiro disco, após o lançamento do single ‘Primeira Vez’, confessa estar mudada. “Antes era a Deolinda sonhadora, agora ou a trabalhadora”, diz, numa alusão às portas que se abriram pós-concurso. “Meti na cabeça que não queria outra coisa sem ser fazer música”, revela a cantora autodidata, que diz ter aprendido a cantar “ao imitar Mariah Carey, Whitney Houston e Aretha Franklin”.

Denis, que “se tinha acomodado em tocar as músicas dos outros”, viu também a sua vida a mudar com a vitória do formato apresentado por Catarina Furtado e Vasco Palmeirim. “Há sempre uma referência ao programa. As pessoas vão sempre pegar nesse facto durante alguns anos”, diz. Profissionalmente, conta ter ficado “mais conhecido”. “Tenho sempre convites para ir cantar em bandas, que têm mais vontade de me terem com eles, tal como os bares”, conta o jovem, que prepara um segundo disco, agora como parte do grupo Darksons.

Há um ano, no dia em que Deolinda pisou pela primeira vez, para cantar ‘I Have Nothing’, de Whitney Houston, a produção do talent show fez com que a jovem tivesse a mãe presente em estúdio, uma surpresa para a cantora que já não via a mãe há dois anos. “Até hoje não tenho palavras para descrever aquele momento”, confidencia Deolinda.

Rui Drumond acompanhou o momento e apontou para a importância das histórias de vida como a diferença entre formatos como ‘The Voice’ e aquele em que participara há mais de uma década. “A história pessoal tem sempre preponderância. O povo português é muito ligado ao coração, uma historia de vida triste ou de força interessa e chama atenção ao português. Também interessa para captar audiências, e acho normal”, diz.

A estratégia parece estar a funcionar para a RTP1, com as audiências a não baixarem de um milhão de telespetadores e a ultrapassar a concorrência – diga-se ‘Casa dos Segredos’, da TVI, nos serões de domingo. Rui Drumond ressalva ainda que “o reencontro ajudou a que as pessoas falassem da Deolinda nas redes sociais”, apesar de frisar que a sua vitória se deveu “à voz fantástica” que a angolana tem.

Foi precisamente a pensar nas redes sociais que Drumond decidiu concorrer ao ‘The Voice Portugal’: “Fiz um percurso de desenvolvimento e aprendizagem, mas não tinha um tema original. Depois passaram 11 anos e eu mesmo trabalhando muito percebi que faltava uma coisa: faltava gente. Precisava de me inserir nas redes sociais, para chegar às novas gerações. Precisava de entrar na Internet, que é importante e vai ser cada vez mais na indústria da música”, reiterou Drumond, que chegou a representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção, em 2005.

O outro aspeto que levou o outrora cantor residente do programaDança Comigo’, na RTP1, a participar no ‘The Voice’ foi a possibilidade de assinar contrato com uma editora, devido à necessidade de que os artistas têm de ter uma “estrutura, algo que apoie em tudo, nos contactos, na imprensa, na promoção dos CD”.

A mesma importância ao poder das redes sociais e das plataformas de vídeo foi destacada por Denis. “Na minha altura o programa não tinha o impacto que tem agora. A nível de exposição, acho que se tivesse a exposição de agora conseguia ter mais benefícios”, confessou o músico de Torres Novas.

Já Deolinda confidencia ter sentido “receio” em relação à receção do seu primeiro tema. “Tenho tido feedback muito bom. As pessoas estão a aceitar a minha música. Não sabia qual seria a reação das pessoas. Agora sei que cumpri a minha missão e fiz o meu trabalho e isso dá-me mais força para seguir”

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