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Zika: como se proteger do vírus?

São já seis os casos de pessoas infetadas com o vírus Zika em Portugal, isto depois de terem sido detetadas incidências em 23 países. A Organização Mundial de Saúde já avançou que crê que quatro milhões de pessoas podem vir a ser infetadas. Numa altura em que o surto se estende à América Central, à Europa e Ásia e se tomam medidas apertadas, é importante vincar quais os sinais e os cuidados a ter, seja em Portugal, seja no país para onde se pretende viajar. Conheça as recomendações deixadas pela Direção-Geral de Saúde (DGS):

Roupa

Procurar utilizar camisas de manga comprida, calças e todo o vestuário que permita a diminuição da exposição corporal à eventual picada.

Repelentes

Aplicar mediante recomendação dos fabricantes em especial em mulheres grávidas e crianças, notando que não são recomendados a bebés com menos de três meses. Caso seja necessário usar protetor solar, este deve ser aplicado antes do repelente.

Estadias

Escolher preferencialmente alojamentos com ar condicionado, utilizar redes mosquiteiras e tomar especial nota dos períodos do dia em que os mosquitos portadores e transmissores do vírus Zika picam.

Grávidas

Até agora não há nenhum caso detetado em Portugal, mas a DGS recomenda que as mulheres grávidas ou que queiram engravidar evitem viagens à América Latina, a zona do planeta que está mais afetada. Caso tenham mesmo de o fazer, é importante procurar aconselhamento na Consulta do Viajante. A TAP anunciou que reembolsará as grávidas que tenham viagens já marcadas para os destinos mais afetados com o vírus, segundo avança o Diário de Notícias.

Contágio

A picada de mosquito é a principal forma de transmissão da doença. A mesma pode passar de mães para os fetos durante o período da gravidez, estando ainda a ser investigada a relação entre o vírus e os casos de microcefalia. Estudos apontam para uma possível transmissão por via sexual, pelo que se aconselha o uso de preservativo.

Sintomas

Geralmente ligeiros, os sinais passam por febres baixas, dores de cabeça moderadas, dores nas articulações, tonturas, mal-estar geral, manchas avermelhadas no rosto e que podem estender-se pelo corpo, conjuntivite. Com menos frequência podem ocorrer dores nos olhos e sintomas gastrointestinais.

O que fazer

Contactar a linha saúde 24 (800 24 24 24) caso sejam detetados sintomas até 12 dias após o regresso da viagem. As mulheres grávidas que tenham regressado dos destinos mais afetados devem informar o médico de família mesmo sem quaisquer sinais.

C.B.