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É do mealheiro que as crianças gostam mais

Crianças preferem o mealheiro para poupar

Crianças preferem guardar dinheiro recebido no mealheiro, revela inquérito feito no Brasil.

Nunca é – ou não deveria ser – cedo de mais para começar a poupar. E são muitas as crianças que o fazem, a julgar por uma sondagem brasileira, que confirma que o mealheiro não passou de moda, sendo o destino da verba recebida pela maioria dos mais poupados.

Realizada junto de mil crianças com idades entre os sete e os 12 anos, a investigação, levada a cabo pela Officina Sophia, destinou-se a avaliar a sua relação com vários temas, um dos quais o dinheiro. E verificou que gastar não é um exclusivo dos adultos. Ao todo, 37% dos mais pequenos admitiram que chapa ganha era chapa gasta, o que significa que não sobrava nada do dinheiro recebido. Mas nem tudo é mau. Dos 41% mais poupados (23% que guardavam uma parte e 18% que não gastavam nada), a maioria (68%) guardava as notas e moedas num mealheiro. Uma percentagem considerável (29%) deixava nas mãos dos pais a responsabilidade de cuidar da sua riqueza e apenas 3% optavam pelo depósito bancário.

Maioria das crianças considera que o principal uso a dar ao dinheiro amealhado é ajudar a família. De seguida, roupas, comida e doces são as grandes tentações.

Questionados sobre para que é que serve o dinheiro, a maioria dos que lhe conheciam utilidade, que eram a quase totalidade, apontou a ajuda à família como resposta (74%). Muitos (59%) confirmaram que o apelo do consumismo também começa cedo, referindo que o dinheiro serve para comprar roupas e 45% não esqueceram o estômago. Para estes, comprar comida e, claro, doces, é a principal utilidade do dinheiro.

Conscientes de que as moedas e notas não caem do céu, 52% confirmaram que nos planos para o futuro se encontra a criação de uma empresa para, nem mais, ganhar dinheiro. A estes juntaram-se 46% que preferem ser empregados a patrões e, finalmente, 2% que identificaram um caminho alternativo: “Quero que alguém me sustente, não quero trabalhar.”

Carla Marina Mendes