A mulher de sucesso da esfregona

‘Joy’ quer dizer alegria. Mas no filme que estreia hoje nos cinemas portugueses com esse mesmo nome, não há só alegrias. Na verdade, a história mostra uma família relativamente normal e relativamente desfuncional, em que a mãe de Joy passa os dias no sofá a ver televisão. A criança cresce e o futuro avizinha-se semelhante: Joy casa, tem filhos e fica em casa sem ocupação profissional. Mas com um espírito inventivo desde pequena, acaba por criar uma esfregona: a Miracle Mop, com a qual alcança um enorme sucesso.

A história de ‘Joy’ é uma versão ficcionada da vida de Joy Mangano , uma nova-iorquina hoje com 59 anos, que fundou a ‘Ingenious Designs’ e tem hoje a patente de mais de 100 produtos, que inventou, entre os quais a coleira fluorescente para crianças ou os cabides aderentes. Hoje é uma empresária milionária, que embora já tenha dado a bênção ao filme, fez questão de avisar que a mãe e a irmã má retratadas no filme são fictícias, representam um conjunto de pessoas que tentaram minar o seu percurso e que ali estão por necessidade dramática.

O filme de David O. Russel é protagonizado por Jennifer Lawrence, atriz que vai sem dúvida dar que falar e muito em 2016. Para este ano estão previstos mais quatro filmes com a atriz nos principais papéis, mas não é só por isso. Jennifer Lawrence acaba de aparecer na capa da revista americana Glamour, do número de fevereiro, e na entrevista que deu avisou que vai usar a voz pública que tem para falar em benefício das questões femininas.

“Eu adoro a Joy Magano (…) quando ela quer mais do que aquilo que a vida lhe reservou. Ela tem esta frustração isso não faz dela uma pessoa agradável, dizer aos próprios filhos “Eu sinto que estou numa prisão.” Mas é verdade. Toda a gente tem esta ideia: quando se tem filhos a vida fica completa. Foi isso que sempre imaginei. Imaginei que quando tivesse filhos a minha vida faria sentido total.

Mas é possível ter filhos, gostar deles do fundo do coração, amar a família que se tem e continuar a ser normal ter ambições. Não tem nada a ver com a família, tem a ver com que se é. Ela tem um dom e não o pode silenciar.”

 

 

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