A musa que recusa rótulos vai entrar na Netflix

De Madrid para as câmaras de Pedro Almodóvar e, logo a seguir, para as de Woody Allen. Uma musa, dizem. Pois bem, a musa de 42 anos prepara-se para entrar no mundo do streaming com a adaptação para a Netflix do filme ‘Bandidas’, que protagonizou em 2006. A seu lado voltarão a estar o realizador Luc Besson e a atriz Salma Hayek, avança a revista espanhola ‘Cineguía’. Falamos de Penélope Cruz, que tem dedicado a sua vida ao cinema. E ao combate de rótulos.

Quando, há dois anos, foi apelidada pela revista ‘Esquire’ como a “mulher mais sexy do mundo”, Cruz desvalorizou. “Agradeço a distinção, mas rio-me porque não me vejo assim. Claro que qualquer mulher gostaria de ouvir um elogio desses, mas eu não o levo a sério. Sei rir de mim mesma”, avisou na altura a espanhola Penélope Cruz.

“As pessoas tentam rotular tudo e todos, principalmente as mulheres. Não vou deixar que o façam comigo”

A batalha pelo sucesso profissional foi ganha. Afinal, conseguiu construir uma carreira no cinema norte-americano, o mais ansiado de todos. Curiosamente, a paixão pela sétima arte nasceu ao assistir ao filme de 1990 ‘Ata-me’, daquele realizador espanhol. Tinha na altura 16 anos e foi quando escolheu a representação como modo de vida. Estreou-se em 1992 com uma produção do seu país, ‘Jamón, Jamón’.

Quase 25 anos depois, admitiu nunca ter sentido “preconceito por ser uma mulher bonita”, até porque jamais se apresentaria “dessa maneira”. “Comecei a trabalhar ainda adolescente e estudei durante muitos anos em escolas de artes. Era jovem e apresentava-me como estudante. Sempre quis aprender e ter uma oportunidade”, explicou.

“Comecei a trabalhar ainda adolescente e estudei durante muitos anos em escolas de artes”

Reservada em público, “mas divertida em privado”, diz que leva “o trabalho muito a sério” e que as personagens que tem interpretado vão além da beleza que empresta ao cinema. “A minha carreira está cheia de papéis que não têm nada a ver com isso”. Tem o seu nome associado, até agora, a 66 personagens.

Ganhou notoriedade em filmes de Almodóvar – o primeiro foi ‘Volver’, de 2006 -, mas foi com ‘Vicky Cristina Barcelona’ (2008), de Woody Allen, que levou para casa o seu primeiro e (até agora) único Óscar de Melhor Atriz Secundária. Ser musa destes realizadores é uma bênção. “O que eles têm em comum é o talento gigante”.

“Às vezes, choro nas filmagens por ter a oportunidade de ver como alguém pode ser tão bom no que faz”

O sucesso nunca lhe tirou os pés do chão. Depois de uma relação amorosa com Tom Cruise, ao longo de três anos, acabou por casar com Javier Bardem, de quem tem dois filhos. Quanto à vida pessoal, procura mantê-la longe dos holofotes. E nunca pensou em abandonar o país nasceu e onde ainda vive. “Passo mais tempo em Madrid do que em Los Angeles [EUA]. Não escondo isso de ninguém. Adoro Los Angeles, mas nunca me vi a morar nesta cidade para sempre. Tenho medo de terremotos! E minha família está em Espanha”.

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