“A vida o que é, senão sonho?”

O estado de alternância entre sonho e realidade é algo pelo que todos nós passamos, eventualmente. Acordar a meio da noite e não ter a certeza de estar realmente acordado, tanto pode ser uma boa sensação como motivo para medo. Tudo depende do sonho.

Lewis Carroll explorou esses sentimentos nos seus livros de fantasia, aqueles em que a famosa Alice – personagem que, tudo indica, foi inspirada pela própria filha do autor – entra num mundo mirabolante, talvez para escapar a uma realidade que não era tão desejável. O real mistura-se com o fantasiado, talvez porque, como o próprio escritor insinuava, a vida não é mais do que sonho.

Cerca de 145 anos depois da primeira publicação de ‘Alice Do Outro Lado do Espelho’, ainda ficamos absorvidos nas suas aventuras, mas com direito a muito mais do que letras e ilustrações. A sétima arte está assente, principalmente, na ficção, mas quando falamos de fantasia, nenhum nome suscita tanto espanto como o de Tim Burton, uma espécie de Lewis Carroll de máquina de filmar em punho. É ele quem uma vez mais produz a transposição da fantasia de Carroll para o grande ecrã, numa fórmula que já nos deu alguns dos melhores filmes dos tempos modernos, numa espécie de género novo, um cinema de fantasia que faz exatamente aquilo que o escritor desejaria: deixar miúdos a sonhar, deixar adultos a pensar.

Alice volta ao País das Maravilhas, desta vez não através da toca do coelho, mas através de um espelho mágico. O desafio que lhe é colocado neste mundo confuso e sem nexo é em muito semelhante ao que ela própria vive no mundo real. Ela deverá observar e até manipular presente e passado, tomando decisões difíceis que vão moldar o futuro de vários dos seus companheiros de aventura – e o seu próprio futuro.

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‘Alice Do Outro Lado do Espelho’, o novo filme da Disney que chega às salas de cinema portuguesas a 25 de maio, traz de volta Johnny Depp como ‘Chapeleiro Louco’, Anne Hathaway como Rainha Branca, Mia Wasikowska no papel de Alice e Helena Bonham Carter a representar a Rainha de Copas com o seu estilo muito próprio de resolver conflitos – geralmente envolvendo uma cabeça a rolar. Sacha Baron Cohen junta-se a este elenco de luxo para fazer o tempo passar (de forma bastante literal, uma vez que o seu personagem é, precisamente, o Tempo) e este filme ganha um caráter ainda mais especial por ter sido o último a contar com a participação de Alan Rickman, a quem é dedicada a película. James Bobin traz um novo olhar à realização a este clássico intemporal, antecipando-se uma viagem emocionante a um universo em que o tempo é um conceito fluído, maleável, mágico.

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