Morreu a criadora do penteado mais marcante dos anos 60

Margaret Vinci Heldt, a autora do penteado feminino mais icónico dos anos 60, o topete alto erguido em forma de colmeia, graças a doses generosas de laca, morreu aos 98 anos de idade, na passada sexta-feira, num lar de idosos em Elmhurst, arredores de Chicago.

A criação desenvolvida pela cabeleireira, cuja morte foi anunciada esta segunda-feira, tornou-se popular quando a revista Modern Beauty Shop, com a qual colaborava regularmente, a convidou a elaborar um penteado diferente para a nova década de 60.

Um pequeno chapéu preto de veludo serviu de inspiração e primeiro molde àquele que viria a ser, durante décadas, um estilo simbolizador do glamour nas passadeiras vermelhas de Hollywood.

“Não tinha aparecido nada de muito original desde a tendência francesa”, recordou a cabeleireira, numa entrevista dada, em 2010, ao jornal Chicago Tribune e citada pelo Washington Post. Margaret referia-se ao corte à pajem e ao de pontas reviradas, duas tendências com as quais o seu novo penteado rompia de forma clara.

“Eles [na revista] disseram-me, ‘queremos trazer algo realmente diferente'”, disse na mesma entrevista. E, de facto, foi o que aconteceu. Era apreciado por várias atrizes, como Audrey Hepburn, que o usou no filme ‘Breakfast at Tiffany’s’ (1961), e grupos femininos como as The Ronettes, que acabaram por contribuir para a sua fama mundial. O estilo criado por Margaret Vinci Heldt atravessaria gerações, sendo frequentemente recriado por celebridades internacionais, quase sempre em eventos de gala.

Mais recentemente, caberia à cantora Amy Winehouse trazer o famoso penteado para o século XXI de forma mais regular, assumindo-o como parte da sua própria imagem artística.

A popularização deste tipo de topete acabou também por ser o corolário de uma carreira feita a pulso. Desde cedo apaixonada pela arte de pentear e cortar o cabelo, Margaret Vinci Heldt ganhou uma bolsa de estudos durante o secundário para frequentar uma escola de beleza. Devido aos parcos recursos económicos da família não possuía a tradicional cabeça de manequim com cabelos longos para praticar. O seu primeiro modelo foi por isso a sua própria mãe a quem fez um corte estilo Bob.

Em 1935, Margaret passou no exame estadual e prosseguiu a sua carreira até abrir, em 1950, o seu próprio salão na Michigan Avenue, em Chicago.

As suas criações e os prémios que recebeu culminariam com a atribuição de uma bolsa de estudos com o seu nome, atribuída pelo grupo Cosmetologists Chicago, como forma de homenagear a sua criatividade.

Imagem de destaque: Facebook Oficial Margaret Vinci Heldt

 

 

 

 

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