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Novo programa de Sara Carbonero arrasado pelo público

A ex-jornalista de desporto do canal Telecinco, Sara Carbonero, regressou aos ecrãs para apresentar ‘Quiero Ser’ e terminou o primeiro episódio com uma chuva de críticas nas redes sociais.

A estreia do que seria o próximo grande sucesso televisivo do verão estava marcada para esta terça-feira, 19 de julho. Com a promessa de descobrir e lançar jovens talentos no mundo da moda, a cereja no topo do bolo estava na apresentadora – Sara Carbonero.

Estes foram argumentos suficientes para colar o público espanhol ao sofá. Após os primeiros minutos de programa, as expectativas começaram a dar lugar às críticas e não foi preciso chegar ao fim dos 50 minutos de emissão para o Twitter ser dominado pela hashtag – #QuieroSer – uma verdadeira montra de descontentamento, com Carbonero a dominar os comentários.

Até à data de estreia, o canal Telecinco nunca esclareceu exatamente em que moldes se iria compor o regresso da ex-jornalista à estação. Entre as poucas explicações que prestou, o Telecinco afirmou tratar-se de um talent show, com o objetivo de encontrar jovens capazes de ditar tendências pela forma como se vestem e, numa última fase, tornarem-se influentes no mundo da moda.

Insuficiente nos esclarecimentos e competente em ações publicitárias, o canal promoveu um rol de spots capazes de, por si só, tornarem ‘Quiero Ser’ no programa que iria marcar o verão.

No entanto, depois do primeiro episódio, a imprensa espanhola foi implacável no veredicto final: o novo projeto de Carbonero “reflete o estado atual da juventude”. Seis adolescentes que querem “ser famosos da forma mais rápida possível”, sentencia o ‘El País’.

Já a revista ‘Vanity Fair’, edição espanhola, elabora um resumo de “dezasseis coisas que podemos aprender com ‘Quiero Ser’. Para além das críticas à postura e discurso dos concorrentes, escreve que a tradução em inglês do nome do programa – “Wannabe” (alpinista social) – traduz exatamente a sua “filosofia” e antevê aquele que será o seu índice de sucesso. Em bom português, um formato que “é mais do mesmo”, dita o ‘El Mundo’.

Mergulhando na essência do programa, o mesmo jornal questiona-se sobre o que se pretende com o objetivo de torná-los “jovens influentes”. E arrisca resposta: “é transformá-los numa Victoria Beckham, Paris Hilton ou Kim Kardashian, em versão espanhola.”

Se a salvação de ‘Quiero Ser’, transmitido em horário nobre, poderia estar na apresentadora Sara Carbonero, de 32 anos, rapidamente se percebeu que o seu desempenho seria mais uma fatia do problema. Em 50 minutos de emissão, a mulher de Iker Casillas surge no ecrã três ou quatro minutos. “Desaparecida”, realça o ‘El Mundo’, com entradas “claramente decoradas” e “descontextualizadas” do alinhamento do programa, completa o ‘El País’. Carbonero não poderia ter “pior estreia”, no seu regresso à televisão.

‘Quiero Ser’ conta com a participação de seis jovens, cujo objetivo passa por acumular seguidores nas redes sociais através de fotografias que vão publicando. Nestas, os concorrentes surgem com roupas de marcas low cost e, depois de as partilharem, esperam chamar a atenção dos grandes nomes da indústria. Se algum lhes bater à porta virtual, serão convidados para eventos sociais, onde terão a oportunidade de colocar em prática o que aprenderam nas aulas de Cristo Bañez, Angela Rozas Saiz e Aida (do blogue Dulceida), professores no programa. Último objetivo: tornarem-se influentes no mundo da moda, seja lá o que isso for.