O “amor platónico” entre Givenchy e Audrey Hepburn em exposição

Audrey Hepburn viveu entrre 1929 e 1993

O Museu Municipal de Haia, na Holanda, inaugurou no passado dia 25 de novembro uma exposição intitulada ‘Hubert Givenchy – To Audrey with Love’. Uma retrospetiva da carreira do estilista francês Hubert Givenchy, desde a abertura da sua primeira loja, em 1952, até ao ano de 1995, em que designer decidiu retirar-se do mundo da moda.

A criações expostas no museu holandês foram escolhidas pelo próprio estilista que selecionou as suas criações favoritas, muitas delas nunca antes exibidas ao público.

Parte da exposição foca-se especificamente na amizade e na colaboração entre Givenchy e a sua musa, a atriz Audrey Hepburn. A parceria criativa iniciou-se em 1953, no filme ‘Sabrina’, realizado por Billy Wilder, e permaneceu sólida até o resto da vida de Hepburn. A atriz usou as criações do estilista em filmes como ‘Funny Face’ (1957), ‘How to Steal a Million’ (1966) ou ‘Breakfast at Tiffany’s’ (1961).

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Hepburn e Givenchy em Paris em 1982. Fotografia de Jacques Scandelari

Mas não foi só no grande ecrã que Givenchy vestiu a atriz. Hepburn pôde contar com as criações do estilista nos momentos mais importantes da sua vida pessoal, peças que também estão presentes na exposição. Como exemplo: os dois vestidos de casamento da intérprete, o primeiro com o ator Mel Ferrer, em 1954, e o segundo com o psiquiatra italiano Andrea Dotti, em 1969.

“É muito difícil para mim falar de Audrey, porque a nossa relação foi um amor platónico de 40 anos”, explicou o designer de moda na apresentação da exposição. “Com os vestidos, a sua silhueta acabou por criar um estilo reconhecível. No entanto, o mais importante é que era real. O seu aspeto frágil escondia uma força interior admirável”, recordou.

A retrospetiva também destaca o trabalho humanitário da estrela de cinema com a Unicef. Hepburn foi a primeira personalidade pública a associar a sua imagem a uma causa solidária. “Quando a nomearam embaixadora da Unicef e ela viajava por África, dizia-me: ‘Hubert, regresso do inferno, vi coisas horríveis que é preciso parar’. Outras vezes ligava só para dizer-me ‘gosto de ti’ e isso iluminava o meu dia”, recordou.

A exibição contém ainda o guarda-roupa pertencente a personalidades da alta sociedade, entre elas dois trajes de 1974 de Carmen Martínez Bordiú, neta do ex-governador de Espanha Francisco Franco, e ainda dois esboços de Jacqueline Kennedy e outro de Grace Kelly.

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