Sangue Novo: oito desfiles, alguma maturidade e uma coleção sem bainhas

Oito desfiles com oito criadores distintos acabam de passar no novo palco da Moda Lisboa. A semana de moda da capital inaugurou ontem com uma conferência sobre o novos destinos da moda no mundo do consumo intensivo. O universo real foi também o tema de reflexão da maioria das mini-coleções apresentadas por mini-criadores, isto é, designers de moda em início de carreira.

Rita Afonso ganhou um prémio e uma menção honrosa depois de ter apresentado uma coleção cheia de bananas gigantes em acessórios como brincos, e de ter colocado as tão em voga frases ativistas em alguns dos seus coordenados. Mas em vez de frases feministas, apresentou uma espécie de apelo à emancipação dos objetos “Eu sou uma jarra mas grito” podia ler-se.

Embora a Moda Lisboa esteja a apresentar as coleções dos criadores nacionais para o próximo outono inverno, Rita Afonso preferiu espalhar as propostas para todas as estações à imagem do que cada vez mais marcas têm feito globalmente. Com o prémio que arrecada, a jovem designer vai poder mostrar as suas criações no Fashion Clash, em Maastrich na Holanda. Com a menção honrosa, consegue garantir a presença na próxima edição da Moda Lisboa.

O grande vencedor foi no entanto João Oliveira que apresentou uma coleção de tamanhos grandes em que todas as peças, mangas que se ligavam entre si, chapéus, capuzes, num grunge colorido e exagerado. O prémio, neste caso, é monetário e inclui além dos 5 mil euros, inclui um estágio na Domus Academy, em Milão.

Alexandre Pereira, a outra menção honrosa, mostrou uma coleção quase assexuada, de grande maturidade, uma vez que várias propostas em bombazine e em ganga, primaram pela mistura de elementos habituais na roupa do sexo oposto. Estes coordenados incluíram detalhes como etiquetas XL com palavras de ordem. “Noise” era uma delas e também o nome da coleção.

Sem grande relevância dada pelos jurados mas arrancando um enorme aplauso do público esteve Micaela Sapinho com a sua coleção #memiselfieandi num claro apelo aos mais novos. As velhas gerações gostarão mais (se o mundo se dividir assim) do que um coleção igualmente feminina mas com cinturas marcadas, saias rodadas, tules, em tons rosa e verde água, rica em detalhes e com muitas texturas diferentes, com acabamentos sólidos, de boa confeção. Assim era a coleção de Liliana Afonso.

Desfilaram ainda no Sangue Novo, Rita Carvalho com jardineiras e franjas sobredimensionadas; Mariana Laurência em que as máscaras de coelho que os manequins usaram eclipsaram os conjuntos de streewear propostos e Carolina Machado que apresentou um conjunto aborrecido de peças a fazer lembrar a alfaiataria mas, infelizmente, mal cortadas e bainhas por fazer.

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