Helena Roseta demite-se após adiamento na votação para regras de habitação

Helena Roseta GI_Jorge Amaral
Helena Roseta [Fotografia: JOrge Amaral/Global Imagens]

À terceira foi de vez e Helena Roseta bateu com a porta. A coordenadora do grupo de trabalho parlamentar sobre a habitação e deputada independente pelo PS demitiu-se esta terça-feira, 23 de outubro, do cargo depois de as votações indiciárias sobre as novas regras da habitação terem sido adiadas pela terceira vez, a pedido dos socialistas.

Estes pediram o adiamento, alegando que se trata de uma matéria muito complexa, parte da qual já tem implicações na proposta de Orçamento do Estado apresentado pelo Governo, e propõe que as votações sejam retomadas na primeira semana de dezembro, a tempo de entrarem em vigor no início do próximo ano como previsto.

Por discordar da posição do partido, a deputada independente eleita pelo Partido Socialista, Helena Roseta, demitiu-se da coordenação do grupo de trabalho parlamentar da Habitação, Reabilitação Urbana e Políticas de Cidades.

A votação do requerimento que adiou os trabalhos teve a oposição do PCP e do Bloco de Esquerda. O requerimento tem ainda de ser votado hoje esta terça-feira em Comissão Parlamentar, apesar de os seus efeitos já terem sido produzidos, como explicou Helena Roseta. Esta é a terceira vez que a votação é adiada.

O PS já tinha requerido o adiamento potestativo da votação indiciária das propostas relativas ao pacote legislativo sobre habitação a 11 de outubro e, dias depois, a 16 de outubro, foi a vez do PSD pedir o adiamento.

O processo de votação indiciária do pacote legislativo sobre habitação inclui 11 iniciativas pendentes, das quais três são propostas de lei do Governo, nomeadamente o Programa de Arrendamento Acessível e os benefícios fiscais para contratos de arrendamento de longa duração.

Além das propostas do Executivo, existem três projetos de lei do PSD, dois do BE, um do CDS-PP, um do PEV e outro do PAN, com iniciativas dirigidas ao mercado do arrendamento urbano, nomeadamente medidas de caráter fiscal, seguros de renda e subsídios de renda.

Imagem de destaque: Jorge Amaral/Global Imagens

O que vai pesar e aliviar a sua carteira em 2019