O elixir da juventude e o seu surpreendente processo de fabrico

A substância que faz com que a nossa pele permaneça lisa, firme e sem rugas chama-se ácido hialurónico e é produzida pela nossa pele. No entanto, com o avançar da idade vamos perder a capacidade para produzir este elemento, e por isso precisamos de o injetar na pele, seja através de cremes ou de tratamentos estéticos.

“O Ácido Hialurónico é uma substância natural da pele. É a componente principal da matriz extracelular dérmica, onde apresenta a função de reservatório de água. Ao longo do tempo e à medida que envelhecemos ocorre uma redução do ácido hialurónico, levando ao desenvolvimento de rugas. Na medicina estética, o ácido hialurónico é injetado na derme para preencher as rugas, suavizar e preencher instantaneamente o tecido cutâneo. Quando é aplicado na pele retém a água e forma um filme protetor, que mantém os níveis de hidratação e abranda a perda impercetível de água”, explicou ao Delas.pt, Aurelie Guyoux, diretora científica do Institut Esthederm.

Apesar de ser uma substância produzida pelo nosso corpo de forma natural, para ser inserido em produtos cosméticos tem de ser desenvolvido em laboratório e o processo é surpreendente. Falámos com Cyrille Telinge, fundador da Novexpert, que nos explicou como se produz esta substância com origem em elementos vegetais e recorrendo à biotecnologia.

“Tiramos uma bactéria do iogurte e inserimo-la em trigo, depois submetemos a junção a uma máquina de alta pressão de biotecnologia. O que vai acontecer é que bactéria se vai sentir ameaçada e por isso vai recolher o açúcar do trigo e fabricar uma espécie de gelatina para se proteger da pressão. Essa gelatina é exatamente igual ao ácido hialurónico produzido pelo nosso corpo. Esta substância pode ser ingerida, injetado, podemos fazer o que quisermos porque é absolutamente seguro”.

Este tipo de processo é chamado de “biotecnologia ou química verde, porque é feito por duas bactérias naturais, não cria poluição, pode ser reutilizado diversas vezes e usa uma quantidade de energia muito baixa, é totalmente aceite pela ECO CERT (Certificado Orgânico). O único problema deste processo é o preço, porque é um processo muito sofisticado” esclareceu Cyrille Telling.

 

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