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Web Summit: Mulheres já não querem saber quem você é, mas o que faz

Segmentar, procurar, encontrar, descobrir, oferecer e resolver. Estes são os verbos que as mulheres mais destacaram no debate Marcas em 2017: ajustar para A revolução digital, que teve lugar esta terça-feira, 7 de novembro, na Web Summit.

Para a responsável da Axa Seguros, Amélie Ouadéa-Castera, a questão dos seguros de saúde representa uma larga fatia das seguradoras hoje em dia e, por isso, já não basta oferecer. “É preciso resolver”, diz Castera. “No que diz respeito à saúde e ao bem-estar, já não queremos saber quem é quem, mas o que fazer, como se comporta”.

Para esta responsável, o caminho, nesta matéria, é longo, mas com potencialidades. “É preciso oferecer melhores serviços de saúde, se sabemos que a pessoa em causa tem bons hábitos, vai ao ginásio e tem cuidados. Este é um longo caminho”.

Para Cláudia Goya, diretora executiva da Altice, é preciso alicerçar a operação da sua empresa em três pilares articulados: “Telecomunicações, media content e informação e publicidade”. Serviços que devem ser distribuídos cada vez mais pelo telemóvel e através de conteúdos, um meio valorizado pelos millennials, segundo explicou. Afinal, “se em 2015 os utilizadores passavam em média duas hora e meia no smartphone, agora está em quatro horas”, referiu.

Depois a ordem é, novamente, conhecer o público. “Segmentar”, como afirmou e repetiu Goya. “Temos de perceber que consumos é que as pessoas fazem e o que querem, as pessoas estão cada vez mais exigentes”, revela,

Para a responsável da cadeia de hotéis Hilton, Geraldine Calpin, é preciso diferenciar: “O Airbnb está no campeonato do alojamento, nós estamos no de bem-receber”, refere, vincando que também aqui a informação é a peça-chave que fará a companhia saber, já não é tanto o quem, mas exatamente o que quer e que tipos de hábitos pratica. Ou seja, como se comporta.

[Imagem de destaque: DR]

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