Ansiolíticos cada vez mais associados a mortes por overdose

Ansiolíticos cada vez mais associados a mortes por overdose

Os opiáceos não são as únicas drogas com que nos devemos preocupar no que toca a overdoses. Medicamentos usados comummente no tratamento da ansiedade – como o Xanax e o Valium – estão cada vez mais associados a mortes por overdose nos EUA, e os cientistas temem que se percam muitas vidas sem que possam explicar completamente a razão.

Num estudo recente, os investigadores descobriram que a prescrição de benzodiazepinas – medicamentos usados para tratar desordens psiquiátricas, como ansiedade ou a insónia em mais de 5% dos norte-americanos adultos – triplicou entre 1996 e 2013, enquanto as overdoses quadruplicaram, noticia a NBC News.

Um perigo em Portugal
Já em Portugal são consumidas 96 doses diárias de benzodiazepinas por cada 1000 habitantes. Os fármacos mais consumidos no nosso País, entre 2000 e 2012, segundo dados do Infarmed, foram o Alprazolam e o Lorazepam – que também são os que criam maior dependência. No último relatório anual do Observatório das Drogas e da Toxicodependência (OEDT), revelado em 2015, estima-se que em Portugal as benzodiazepinas estejam implicadas em 30 a 32% das mortes registadas por overdose – 28% na Escócia, 35% na Irlanda e 48% em França.

Nos Estados Unidos, em 2013, as benzodiazepinas desempenharam um papel importante em 31% das mortes por overdose, de acordo com dados estatísticos nacionais. Acontece que, por se estar a assistir a um aumento do número de mortes por overdose superior à subida da prescrição, dá ideia que “as pessoas estão a tomar este tipo de medicamentos de forma mais arriscada ao longo do tempo”, diz o autor principal do estudo, Marcus Bachhuber.

Uma das teorias explicativas é a de que o número de mortes poderá estar relacionado com o aumento das doses – a quantidade de benzodiazepinas receitadas por doente aumentou no período do estudo norte-americano, observa a CNN.

É também possível que as pessoas estejam a tomar este tipo de medicamento juntamente com bebidas alcoólicas ou opiácios – e nestes casos o risco de morte “aumenta substancialmente”, segundo explica um médico à Fox News.

O estudo sugere que os médicos prescrevam outro tipo de medicamentos em alternativa às benzodiazepinas, como por exemplo a terapia comunicacional.

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