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Atletas do futebol feminino norte-americano podem vir a ganhar mais dinheiro

Novos contratos, mais rendimentos. As atletas norte-americanas de futebol feminino celebraram novos contratos com a federação que preveem o aumento de, pelo menos, 30% da sua remuneração base. Um acréscimo a que se junta uma nova ponderação, em alta, dos bónus e prémios de jogo, sendo que estes podem vir potencialmente a duplicar.

Esta é uma das conquistas de pelo menos cinco atletas de topo que, no ano passado, interpuseram uma ação em tribunal reivindicando a igualdade salarial face aos praticantes masculinos da modalidade. Este acordo foi o resultado obtido após dois dias de conversações entre as futebolistas, o presidente do organismo que tutela a modalidade e outras representantes do futebol e que decorreu no último fim de semana, em Dallas.

“O mundo do futebol não é para mulheres”

 

“Equitativo”, considerou Sunil Gulati, presidente do futebol dos EUA, acerca do novo acordo obtido. E relembrou: “Sempre tivemos a equipa feminina mais bem remunerada do mundo, e isso coloca-nos a um nível ainda mais alto. Financeiramente, o acordo vem trazer maior segurança às jogadoras e acrescenta elementos que eram muito importantes para elas”.

O novo contrato não vem estabelecer a absoluta igualdade, pelo que o processo judicial deverá prosseguir. Mas para já, as representantes da equipa feminina creem que há progressos dignos de nota e que passam por um maior controlo dos seus direitos de licenciamento e comercialização.

A diretora-executiva do sindicato de mulheres assinala o que está por fazer, mas congratula-se já pelo que já foi possível obter: “Tentámos mudar completamente a metodologia de como definir nosso valor, e fizemos progressos nesse sentido, e isso muda a equação para o futuro”, afirmou Becca Roux.

Carli Lloyd, a reputada jogadora norte-americana que está atualmente no Manchester City, usou a sua página no Twitter para celebrar o acordo alcançado.


Leia mais sobre o número de praticantes da modalidade em Portugal em 2015


Por cá, as comparações com o caso português são impossíveis de estabelecer, ainda que o número de atletas mulheres tenha vindo a crescer nos últimos anos. Estão, porém, muito longe, de uma liga tão rentável como a masculina.

Carla Bernardino