O fim da moda como a conhecemos agora em Portugal

Em fevereiro deste ano o mundo da moda tremeu. Primeiro a Burburry, de seguida a Tom Ford, anunciaram que deixariam de participar na Semana de Moda de Nova Iorque nos moldes habituais, suspendendo de imediato a apresentação da coleção de outono/inverno 2016-17. Na comunicação à imprensa, o criador explicava que os tempos que medeiam os desfiles e a chegada da coleção às lojas vão contra os desejos dos consumidores:

“Os nossos clientes de moda querem que uma coleção esteja imediatamente disponível.”

A adesão a este novo conceito, uma espécie de pronto a comprar, não se fez esperar por uma série de criadores que acreditam assim protegerem as suas peças da contrafação, da imitação e do desinteresse causado pelos meses de espera.

Em cheio na agenda das semanas de moda de Portugal – a ModaLisboa acabou no domingo dia 13 e o Portugal Fashion começou a 17 – a Scar-ID Store anunciou ter já para venda as coleções de alguns dos criadores que desfilaram em Lisboa ou desfilam este fim de semana no Porto. Filipe Faísca, Cristina Real, Carla Pontes, David Catalan e Eduardo Amorim vão ter as suas peças nos cabides do espaço portuense.


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Sílvia Pinto Costa, artista plástica e proprietária da Scar-ID Store, conta ao Delas.pt que este conceito vem sendo discutido com os designers que representam em loja e que esta foi a oportunidade encontrada para testar o conceito.

“Vamos ter um showroom temporário nos dias em que decorre o Portugal Fashion e que se estende um pouco mais no caso dos designers que desfilam no sábado. A comunicação social está neste momento de olhos postos nesta coleção.”

Simultaneamente à apresentação estática destas coleções para o próximo inverno, a Scar-ID está a lançar as coleções de verão. Por essa razão, por estes dias a exposição das peças vai sujeitar-se ao tema ‘What season?’, ou seja, ‘que estação?’, mas a bem da verdade convém explicar que naquela loja da Rua do Rosário já vem praticando um postulado, como apresenta Sílvia Pinto Costa:

“A estação não interessa. Chegamos a ter dois invernos do mesmo autor. São peças de desenho intemporal. Podemos até mostrar três coleções e contamos a história do criador, mostramos uma linguagem”.

A ideia é por o consumidor a comprar, comprar, comprar? A compra é naturalmente o objetivo final, mas a ideia deste showroom temporário é também que o público de moda possa apreciar com mais tempo as peças, conhecer os materiais e observar os cortes. Dependendo dos criadores, as peças poderão ser compradas imediatamente ou poderão ser encomendadas e entregues com pouco tempo pelo meio.

 

 

 

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