Criminalidade nas escolas de Lisboa aumentou 10%

Escolas de Lisboa contrariam descida do número de ocorrências a nível nacional. PSP registou 1797 crimes em 2016-17

A Escola Básica 2,3, sede do agrupamento do Alto do Lumiar, convivia paredes meias com o tráfico de droga na rua. De vez em quando apareciam seringas no recreio e havia consumo nas encostas da escola. Mas o problema foi ultrapassado com a polícia a atacar o tráfico e os casebres dos toxicodependentes a serem substituídos por um hipermercado. O Programa Escola Segura da PSP, que já tem 25 anos de existência, está cheio de histórias felizes como esta. Mas, se a nível nacional as ocorrências registadas pelo programa diminuíram, na área do comando metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis) – que inclui concelhos como Amadora, Loures e Sintra – aumentaram 10% no último ano letivo.

Em 2016/17 registaram-se 1797 crimes (furtos, roubos, agressões, tráfico de droga, etc), o que representou uma subida de 10% face ao ano anterior (1631 crimes), segundo dados oficiais do Cometlis facultados ao DN. Curiosamente, a nível nacional a criminalidade em ambiente escolar registou uma descida também de 10% (dados divulgados no início do ano).

A polícia identificou 1881 suspeitos da prática de crimes nos recintos e perímetros escolares, mais 8% do que os 1797 do ano anterior. Também fez 62 detidos, mais 6%, face aos 58 do ano anterior. As ocorrências não criminais (distúrbios escolares) subiram 15,36% num total de 1126, quando tinham sido 976 no ano letivo de 2015/16.

O patrulhamento e apoio dos agentes da Escola Segura à comunidade escolar faz toda a diferença, asseguram os diretores de escolas, os pais e a comunidade educativa em geral (ver texto secundário).

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