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Pode beber água durante as refeições?

Há vários mitos sobre o efeito que beber água às refeições tem sobre o nosso corpo. Enquanto alguns defendem que o segredo para emagrecer passa por beber uns minutos antes e depois das refeições, para saciar o apetite, outros argumentam que se consegue exatamente o mesmo efeito se beber água enquanto come. Um novo estudo da Universidade de Wageningen, na Holanda, concluiu que quem bebe uma maior quantidade de água às refeições não só fica mais saciado como tem uma maior atividade cerebral.

Entre os 19 homens saudáveis que participaram na investigação, alguns beberam 50 ml de água e outros consumiram 350 ml, aproximadamente a mesma quantidade de uma lata de refrigerante. Através de ressonâncias magnéticas feitas ao cérebro e ao estômago, os cientistas não só puderam captar estes dois efeitos como descobriram que, a longo prazo, esta prática contribui para a perda de peso.


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No entanto, se até agora tinha por hábito beber água antes das refeições para comer menos, pode continuar a fazê-lo. Também resulta. Só não tem de restringir o consumo durante a refeição. Um outro estudo divulgado em 2015, da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, analisou os efeitos que o ato de beber água antes das refeições teve em 84 pessoas – 30 homens e 54 mulheres – com uma média de 56 anos.

Quem bebia aproximadamente dois copos de água sem gás, meia hora antes de pelo menos uma refeição por dia, conseguiu perder entre dois a nove quilos.

Nutricionista português concorda com conclusões do estudo
Pedro Carvalho, nutricionista, também defende no seu livro Os Mitos que Comemos que se pode e deve beber água durante as refeições.

O especialista refere que muitas pessoas recusam consumir água enquanto comem para não aumentar o volume do estômago, ficarem menos inchadas ou até facilitarem a digestão. Tudo mitos que Pedro Carvalho vem desmentir.

“Quando falamos de água a sério, não tendo esta valor energético associado, os seus efeitos no decorrer da refeição serão única e exclusivamente ao nível do comportamento do nosso sistema digestivo”, pode ler-se no livro de Pedro Carvalho.

Cátia Carmo