Mulheres célebres acusam: “A pobreza é sexista”

Estrelas internacionais do mundo da TV e do cinema, da música e das artes não param de se juntar a uma causa que pugna pela igualdade de género, que já reúne mais de 140 celebridades e que conta com nomes como Thandie Newton, Lena Dunham e tantos, tantos mais… Tantos como Oprah Winfrey, Meryl Streep, Reese Witherspoon, AmySchumer, Chelsea Clinton, Natalie Dormer, Robin Wright, Ryan Reynolds e Letitia Wright.

Todas elas acabam de subscrever uma carta que apela a todos os líderes mundiais – e que promete tê-los sob cerco apertado – para que se envolvam na luta pelas mulheres e combatam a desigualdade de género em todas as suas vertentes, sobretudo nos países mais pobres. Uma missiva que lembra que é naqueles territórios mais carenciados e negligenciados que a pobreza no feminino mais se torna evidente. É, por isso, clara a ligação entre esta realidade e o sexismo.

“A diferença de género é maior para as mulheres que vivem na pobreza

“Não há nenhum lugar no mundo onde as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens, mas a diferença de género é maior para as que vivem na pobreza”, lê-se no documento que pode ficar a conhecer na íntegra, abaixo. Um texto que vinca: “A pobreza é sexista. E não vamos ficar caladas enquanto as mulheres mais pobres são negligenciadas”.

Em declarações à estação pública britânica, a BBC, o diretor daquele território para esta campanha da instituição One, Romilly Greenhill, revelou que “a educação das raparigas é essencial para combater e para pôr fim à extrema pobre, assegurando que cada menina tenha a oportunidade de perceber que aprender é a chave que destranca o seu enorme potencial“.

Leia a carta na íntegra:

Caros líderes mundiais,
Estamos a apelar à vossa atenção.
Para 130 milhões de meninas sem educação. Para um milhar de milhão de mulheres sem acesso a uma conta bancária. Para 39 mil meninas [ainda crianças] que se tornaram, hoje, noivas. Para as mulheres que, em toda parte, ganham menos do que um homem pelas mesmas funções laborais.
Não há nenhum lugar no mundo onde as mulheres tenham as mesmas oportunidades que os homens, mas a diferença de género é maior para as mulheres que vivem na pobreza.
A pobreza é sexista. E não vamos ficar caladas enquanto as mulheres mais pobres são negligenciadas.
Cada líder tem o poder de operar mudanças históricas para as mulheres, este ano. Dos [países] G7 aos G20; da União Africana aos vossos orçamentos anuais; Nós vamos fazer força para que se comprometam e para que façam cumprir. E, se se entregarem, todos seremos os primeiros a celebrar o progresso que defendem.
Não vamos parar até que haja justiça para todas as mulheres e meninas, em toda a parte.
Porque nenhum de nós é igual até que todos nós sejamos iguais”.

Imagem de destaque: Shutterstock

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