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Web Summit: Só 8% das mulheres lideram as empresas mais inovadoras

Há apenas 8% de mulheres no universo das 100 firmas que a empresa ‘Crunchbase’ considerou serem as “mais inovadoras do mundo”. Contas feitas, “oito das 100 firmas admitiram uma mulher pela primeira vez” no último ano e meio, segundo declarou Alexandra Mack, a chefe de ‘marketing’ da empresa que detém a autoria desta investigação e acompanha a evolução destes dados.

As conclusões partem de um estudo apresentado esta quarta-feira, 8 de novembro, na cimeira de tecnologia Web Summit.


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Depois de traçarem uma lista das 100 firmas de topo, a análise permitiu concluir que “a percentagem de mulheres parceiras nas empresas subiu de 7% para 8%”. Dezasseis pequenos fundos foram fundados por mulheres nos últimos três anos, o que representa 21% das novas firmas criadas nesta categoria”, aponta o estudo.

Em termos de investimentos, a análise refere que “10% dos fundos foram aplicados em ‘start-ups’ com pelo menos uma mulher entre os seus fundadores”.

Mulheres investem mais em… mulheres

Neste sentido, Alexandra Mack referiu que “as empresas de capital que contam com mulheres tendem a investir mais em ‘start-ups’ criadas por mulheres”.

O terceiro dia da cimeira contou com um painel dedicado especialmente à análise do equilíbrio de géneros na liderança das empresas e nos investimentos e, que juntou três oradoras: Susana Quintana-Plaza, Alexandra Mack e Sarah Morgan, em representação dos empreendedores, dos investidores e do corporativo.


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Também presente no painel, a investidora Susana Quintana-Plaza considerou que as duas razões que levam a que as mulheres não tenham sucesso na indústria da tecnologia passam pelo facto de elas “não serem instadas a ter mais confiança e tomarem mais riscos“, ao contrário do que acontece com os homens, que “tendem a ser mais confiantes e agressivos, o que tem influência quando chega a hora de serem contratados“.

Na sua opinião, homens em posições de poder também tendem a contratar outros homens, porque estes “pensam e agem de igual forma“, questão que Susana criticou.

Recomendações: projeção de boas lideranças e primazia ao potencial próprio

“Odeio quando me pedem que tenha características de homem. Têm de aceitar que as pessoas são diferentes, e só assim é que podem aprender umas com as outras”, advogou a investidora.

Dirigindo-se às mulheres, Susana disse-lhes para se “projetarem como boas líderes e olharem para o potencial que têm”, sendo que o segredo para o sucesso é “acordar todas as manhãs e pensar que arrasa”.


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O painel contou também com a intervenção de Sarah Morgan, fundadora e diretora da Girl Geek Academy, que defendeu que “num mundo dominado por homens, a mudança e a criação de oportunidades para as mulheres tem de partir de ambos os lados“.

Instada a deixar um conselho a todas aqueles que assistiam à palestra, Sarah vincou: “Acreditem em vocês mesmas“. Já aos homens, foi taxativa: “Contratem mais mulheres, vai valer a pena“.

CB com Lusa

Imagem de destaque: DR