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Meo Sudoeste: apenas mil preservativos distribuídos

A festa no Sudoeste Alentejano começa já a 1 de agosto, e estende-se até sexta, 5. Habitualmente, neste festival de verão, a Associação para o Planeamento da Família (APF) costuma distribuir cerca de mil preservativos. O que parece pouco, dado o número de festivaleiros: cerca de 190 mil, no ano passado.

Haverá também os que já os levam no bolso, e as marcas que os oferecem e costumam estar presentes. Mas há algo preocupante nestes números: segundo os técnicos da APF, há pouca sensibilidade para falar do assunto nos festivais. “Quem frequenta estes festivais não está propriamente muito recetivo para este tipo de intervenção ou para falar sobre doenças sexualmente transmissíveis (DST)”, diz Paulo Pelixo.

A Associação do Planeamento da Família (APF) vai estar no centro da Zambujeira do Mar a fazer rastreios ao HIV, Hepatite e Sífilis, distribuir material informativo, preservativos e aconselhamento sexual e reprodutivo.


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Prevenção de eventuais “abusos ou distorções sexuais”

No Alentejo litoral já habituado a estas aglomerações de jovens as estruturas de saúde, todas as autoridades de emergência locais e regionais estão articuladas com os próprios serviços do festival, diz Fernanda Santos, diretora da Autoridade de Saúde Pública do Litoral Alentejano, conta que há serviços médicos de base que o próprio promotor do evento tem de assegurar. Para já, é certa a presença de “um médico, um enfermeiro ou equipa de emergência” que devem estar “capacitados para responder a diferentes situações, nomeadamente em termos de possibilidades de abusos ou distorções sexuais”, explica Marta Azevedo.

O melhor é mesmo ter cuidado, sobretudo para não correr riscos a nível sexual. “Há notícias de casos de abusos sobre mulheres em festivais na América do Sul e Europa Central e do Norte nos últimos dois anos”, diz Marta Azevedo, da Aporfest. Mas nunca casos em Portugal. A melhor forma de prevenir passa por prestar atenção e pôr em prática lições que ouvimos na educação diária: andar sempre em grupo, não aceitar alimentos/bebidas de estranhos, e manter vigilância nas relações de proximidade.


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Carla Bernardino